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Manifestação em Luanda marcada por incidentes com a Polícia

Dezenas de jovens angolanos manifestou-se no princípio da tarde deste sábado junto à Praça da Independência, em Luanda, numa acção que provocou uma resposta musculada da Polícia, com recurso a cães e agentes a cavalo. A acção policial foi reforçada por civis que se aproximaram dos manifestantes, auxiliando a Polícia para tentar impedir o avanço da manifestação.

Iuri Mendes, ligado à organização da manifestação deste sábado, disse à Agência Lusa que “foram feitas detenções”, embora desconheça o seu número exacto, acrescentando que haverá pelo menos três feridos. Mendes contesta a actuação da polícia, que “desrespeita o direito de manifestação consagrado na Constituição angolana”: “Em vez de proteger, (a Polícia) desrespeita os direitos humanos.”

A Agência Lusa informou ter tentado obter um comentário dos oficiais da Polícia presentes no local, que se escusaram a prestar declarações, alegando estar em curso a operação de controlo da manifestação. Antes da carga policial os manifestantes gritavam “a Polícia é do povo, não é do MPLA” (partido no poder).

Entre os manifestantes está o “rapper” Brigadeiro Mata Frakuz, que já participou em protestos anteriores. Um dos feridos é um jovem chamado Adolfo, que tinha sido detido numa manifestação a 3 de Setembro. Antes do início da manifestação, Sampaio Liberdade, do Movimento Revolucionário Estudantil, dissera à Lusa esperar duas a três mil pessoas no protesto deste sábado.

O movimento de jovens já promoveu desde o início do ano cinco manifestações de contestação ao regime do presidente angolano, José Eduardo dos Santos, com participações que têm rondado as 500 pessoas. A 3 de Stembro uma manifestação organizada pelo movimento de jovens terminou com a detenção de 21 manifestantes, 18 dos quais foram julgados e condenados a penas de prisão entre um mês e 90 dias, por ofensas corporais à polícia e danos materiais. Sampaio Liberdade garantiu que as manifestações são pacíficas e que têm vindo a fazer um trabalho de “consciencialização” dos participantes para que “tudo seja feito” para “evitar a violência”.

Na organização da manifestação, participam além do Movimento Revolucionário Estudantil, mais amplo, dois movimentos de jovens de carácer local.

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