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Mamparra do ano: Armando Guebuza

Mamparra of the week: Saqueadores do Estado moçambicano

Meninas e Meninos, Senhoras e Senhores, Avôs e Avós

O Mamparra do ANO DE 2012 é o mais alto magistrado da Nação, que inaugurou na sua chancelaria o hábito de adjectivar os críticos à sua governação em alguns dos seus discursos, quando esse precioso tempo poderia ser usado para explicar a maioria dos seus concidadãos como sair da pobreza, o seu cavalo de batalha apregoado a plenos pulmões.

O mais alto magistrado da Nação viu “apóstolos da desgraça”, “tagarelas”, “inimigos do desenvolvimento”; “agitadores profissionais” e muito mais, isto tudo porque está a ser-lhe difícil digerir as críticas e os reparos que têm sido apontados na condução deste barco chamado Moçambique que, curiosamente, está sob a sua direcção.

Quando um líder, um dirigente de topo, se põe a vociferar para o ar, falando em códigos in(de) cifráveis, é porque não sabe ouvir, ou então não gosta de ouvir, o que é mau. Pior ainda, tem à sua volta uma equipa de assessores que é paga exactamente para lhe dizer frontalmente que as coisas não estão a tomar o rumo certo.

A crítica é um exercício salvaguardado pela Constituição da República, no seu artigo 48, que o mais alto magistrado da Nação na sua tomada de posse e reeleição jurou cumprir e fazer cumprir.

O mamparra do ano de 2012 começou a sua odisseia de mandar recados aos seus críticos no dia 3 de Fevereiro, Dia dos Heróis Moçambicanos, ali no bairro do Aeroporto, durante o lançamento das festividades dos 50 anos do partido Frelimo.

Estará cansado de governar? Atingiu o limite da crise de ideias? Ou o marasmo é tanto que só sobrou disparar para o escuro?

À luz da Constituição da República vigente, no capítulo referente às liberdades de participação política, todos os moçambicanos têm o direito de criticar, assim que verificarem que a riqueza de todos nós está a ser mal distribuída.

E abundam as notícias de que a nossa riqueza colectiva está a ser mal distribuídas, isto é, a mesma está a ser abocanhada por um punhado de moçambicanos próximos ao poder do dia.

É esta crítica que o mais alto magistrado da Nação não quer ouvir e põe-se a disparar contra todos que exercem esse direito.

Basta desse e de outros tipos de mamparrices que só nos envergonham no concerto das nações.

Mamparra, mamparra e mamparra.

Até para o ano que vem.

Caro leitor, Boas Saídas e Boas Entradas

Que 2013 seja melhor que 2012.

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