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Mais de 2 milhões de somalis estão sem receber ajuda alimentar

Mais de 2 milhões de somalis estão sem receber ajuda alimentar

Agências de ajuda humanitária são incapazes de chegar a mais de dois milhões de somalis que enfrentam fome no país, onde insurgentes islâmicos controlam a maior parte das áreas mais atingidas, disse a agência de alimentos da ONU no sábado.

Representantes do Programa Alimentar Mundial (WFP, na sigla em inglês) disseram que áreas do sul da Somália controladas pelo Al Shabaab, grupo ligado à Al Qaeda e que impôs uma proibição à ajuda alimentar em 2010, estão entre as mais perigosas para se operar em todo o mundo. “Há 2,2 milhões de pessoas ainda a serem alcançadas. É o ambiente mais perigoso que estamos trabalhando em todo o mundo. Mas as pessoas estão a morrer de fome. Não é sobre política, trata-se de salvar vidas agora”, disse Josette Sheeran, diretor executivo do WFP, a funcionários das agências e jornalistas no nordeste do Quênia.

A seca na região que atinge Somália, Quênia e Etiópia é a pior em 20 anos e afeta cerca de 10 milhões de pessoas, segundo a ONU. No sul da Somália, 3,7 milhões de pessoas correm risco de passar fome. O WFP está entre os vários grupos expulsos de áreas controladas por rebeldes no ano passado e que agora se preparam para voltar.

Segundo um funcionário do órgão, há planos de usar aviões para lançar alimentos em áreas inacessíveis por terra. Grupos de ajuda também enfrentam as minas terrestres nas áreas de fronteira onde o Al Shabaab entrou em confronto com forças do Quênia e da Etiópia no início deste ano, disse Regis Chapman, diretor do WFP na Somália.

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