O Standard Bank, através da sua Incubadora de Negócios, pretende estimular a participação das mulheres na economia azul, tendo em conta o elevado potencial existente no País para a criação de novos negócios e emprego, bem como para o desenvolvimento de soluções sustentáveis que respondam aos desafios das comunidades.
Foi neste contexto que o Banco acolheu, recentemente, a terceira edição do Lioness Lean In Moçambique, um encontro de mulheres empreendedoras organizado em parceria com a Lionesses of Africa e subordinado ao lema “Mulheres Empreendedoras na Economia Azul”.
A iniciativa reuniu empreendedoras, especialistas e parceiros para debater as oportunidades, os desafios e o potencial de negócios associado à economia azul em Moçambique. Na sua intervenção, a responsável da Incubadora de Negócios do Standard Bank, Erica Noormahomed, defendeu a transformação dos recursos ligados à economia azul em oportunidades concretas de negócio, através do conhecimento, inovação e colaboração.
“O verdadeiro valor não está apenas naquilo que podemos tirar do mar, mas também naquilo que podemos construir a partir dele”. A responsável chamou, igualmente, a atenção para a importância da preparação e do acesso ao conhecimento no aproveitamento das oportunidades existentes no sector.
“Precisamos de adquirir conhecimento, investigar e colaborar, para que tenhamos acesso às oportunidades”, acrescentou. Por seu turno, a directora executiva da Lionesses of Africa, Melanie Hawken, realçou o papel das mulheres na criação de negócios sustentáveis ao longo das diferentes cadeias de valor da economia azul.
“As mulheres empreendedoras estão a encontrar soluções, transformando resíduos em novos produtos, desenvolvendo, por exemplo, a piscicultura de forma sustentável e protegendo o ambiente, ao mesmo tempo que constroem negócios rentáveis”, salientou.
Na ocasião, a chefe da Cooperação para o Desenvolvimento, Cultura e Assuntos Políticos da Embaixada da Alemanha em Moçambique, Claudia Tietze, considerou essencial o envolvimento das mulheres para que o potencial da economia azul se traduza em desenvolvimento sustentável e benefícios para as comunidades.
“Para Moçambique, a economia azul é um dos sectores com maior potencial para o crescimento sustentável. Quando as mulheres empreendedoras têm acesso a redes, conhecimento e financiamento, os negócios que criam não beneficiam apenas as suas famílias, mas também as suas comunidades”, afirmou.
Entre as oradoras esteve Carla Esculudes, proprietária da Quinta Irini, que partilhou a sua experiência na aquacultura e falou da importância de iniciativas que contribuam para dar maior visibilidade aos negócios liderados por mulheres. “Na aquacultura, disponho de tanques nos quais é possível produzir cerca de 500 alevinos de cada vez.
As iniciativas do Standard Bank são muito importantes, porque ajudam a divulgar os nossos negócios, chegar a mais clientes e expandir as nossas actividades”, referiu. Para Francisca Quive, participante, a iniciativa permitiu ampliar a percepção sobre as possibilidades de negócio associadas aos recursos marinhos.
“Foi muito interessante perceber que podemos utilizar recursos marinhos para produzir diferentes produtos”, observou. O Lioness Lean In Moçambique integra o conjunto de iniciativas promovidas pelo Standard Bank com vista ao fortalecimento do empreendedorismo feminino e ao crescimento sustentável dos negócios liderados por mulheres.