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Líder radical islâmico da Nigéria morre após detenção

Líder radical islâmico da Nigéria morre após detenção

O líder do movimento radical islâmico da Nigéria inspirado nos talibãs morreu esta quinta-feira pouco depois de ter diso detido, informou a polícia à AFP, enquanto a televisão local mostrava imagens do corpo de Mohamed Yusuf. “Ele implorou e pediu perdão antes de ser baleado até a morte”, declarou à AFP um policial em Maiduguri, onde o líder radical teria sido assassinado.

Uma equipe de TV local filmou o corpo de Yusuf. O líder islâmico, reconhecido pela AFP nestas imagens, estava nu, e crivado de balas. O corpo estava no quartel-general da polícia de Maiduguri, rodeado por policiais sorridentes. A equipe do canal BRTV mostrou as imagens a jornalistas no estado de Borno. Pouco antes do anúncio da morte, um policial e uma fonte do governo haviam anunciado a detenção pelo exército do líder fundamentalista, nesta quinta-feira em Maiduguri.

Os violentos enfrentamentos entre membros da seita radical islâmica e forças da ordem, que começaram domingo e se propagaram por quatro estados do norte da Nigéria, deixaram pelo menos 600 mortos, segundo números transmitidos à AFP pela polícia e testemunhas. Pela manhã, as forças da ordem mataram o número dois dos milicianos radicais, Abubakar Shekau, junto com 200 partidários quando tentavam fugir de Maiduguri.

As tropas já haviam bombardeado o bastião rebelde durante a noite. A violência explodiu domingo, quando islamitas tentaram atacar uma delegacia no Estado de Bauchi, propagando-se, depois, para outros três Estados: Borno, Kano e Yobe. Os extremistas nigerianos começaram a agir em 2002 em Maiduguri estabelecendo-se, em 2004, num campo na aldeia de Kanamma, em Yobe, na fronteira com o Níger, chamada de “Afeganistão”.

Após a intervenção das tropas enviadas por Abuja, os militantes ressurgiram depois em Maiduguri. O confronto é considerado o mais sangrento na Nigéria desde novembro de 2008, quando organismos de direitos humanos denunciaram a morte de até 700 pessoas na cidade de Jos, entre o sul cristão e o norte muçulmano, em choques entre estas duas comunidades religiosas.

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