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Lançada estratégia de finanças rurais

O Ministério da Administração Estatal (MAE) lançou, Quinta-feira, em Maputo, a Estratégia de Finanças Rurais em Moçambique (EFRs), um instrumento que visa expandir, de forma inclusiva, os serviços financeiros à escala rural.

Falando na cerimónia de lançamento desta estratégia, o vice-ministro da Administração Estatal, José Tsambe, disse que o instrumento visa promover a intermediação financeira nas áreas rurais e assegurar o acesso aos serviços financeiros com vista a expandir os mercados rurais e integrar a economia rural na economia nacional.

“A operacionalização desta estratégia orienta-nos a reverter a situação prevalecente de fraco acesso ao crédito nas zonas rurais, de forma a que as cadeias de valor agrário e seus operadores, nomeadamente as micro, pequenas e médias empresas, e os que podem tornar-se operadores económicos, em particular as mulheres, tenham igualmente acesso aos serviços financeiros”, disse Tsambe.

Segundo a fonte, a EFRs irá contribuir para o aumento da produção e produtividade agrária e de outras actividades económicas, a melhoria da comercialização de produtos bem como para o aumento do rendimento das famílias e melhoria da segurança alimentar e nutricional.

Esta estratégia surge em reconhecimento da fraca rede de serviços financeiros em Moçambique, onde apenas 60 dos 128 distritos existentes possuem cobertura bancária.

O acesso ao crédito também é muito limitado, uma vez que apenas 2,7 por cento dos agricultores do sector familiar inquiridos no âmbito da elaboração da estratégia reportaram ter acesso a esses serviços.

Contudo, se se considerar que cinco por cento dos indivíduos inquiridos pelo Trabalho de Inquérito Agrícola (TIA) 2007 afirmaram ter acesso ao crédito, então se pode constatar que, em geral, a contribuição do crédito no sector agrário tem estado em declínio, segundo indica a EFRs.

Com a implementação da EFRs, espera-se que mais de 80 por cento dos distritos do país estejam cobertos por agências bancárias e ou instituições financeiras, igual percentagem da população rural com acesso a produtos de poupança, incluindo os providenciados por instituições de base comunitária.

Falando durante o lançamento desta estratégia, o director do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) em Moçambique, Jocelyn Mason, disse que, sem um acesso permanente aos serviços financeiros, a maioria dos agregados familiares pobres continuará a confiar em sistemas inadequados de auto-financiamento ou nas fontes informais.

Entretanto, esse problema limitará esses grupos da participação activa e beneficio das oportunidades de desenvolvimento. “Estamos convictos, deste modo, que um sector financeiro forte, abrangente e inclusivo pode e deve contribuir, efectivamente, para o combate a pobreza e a fome, assim como para o desenvolvimento em geral”, disse Mason.

Contudo, na sua intervenção, Mason referiu que, para que este sector seja forte e inclusivo, necessita de políticas e estratégias adequadas que orientem, facilitem e impulsionem as intervenções de todos os actores do sector a todos os níveis. Com efeito, a EFRs vem responder essa necessidade.

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