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Jornal russo Pravda completa 100 anos de volta às origens

Cem anos depois da sua primeira edição, o Pravda está de volta às origens como jornal de oposição em dificuldades. O outrora poderoso meio de comunicação soviético continua a pedir a união dos trabalhadores de todo o mundo.

O jornal que durante décadas foi o porta-voz do Partido Comunista Soviético – produzindo propaganda reiteradamente, numa ironia ao seu nome que significa “verdade” – enfrentou um declínio humilhante com o colapso da União Soviética em 1991.

Banido pelo presidente russo Boris Yeltsin em 1991, o Pravda foi mais tarde ressuscitado, depois vendido a uma família grega, engolido por problemas financeiros e finalmente assumido pelo comité central do Partido Comunista Russo, em 1997.

Os tempos são difíceis. Mas seu editor diz que a luta contra autoridades hostis, a ameaça de encerramento e os problemas financeiros fez parte dos primeiros anos do Pravda, depois que o jornal surgiu em São Petersburgo, em 5 de maio de 1912, até a Revolução Bolchevique de 1917.

“Em muitos aspectos, nosso papel e nosso propósito voltaram ao que eram antes de 1917”, disse Boris Komotsky em seu escritório na rua Pravda, em Moscovo, com uma fotografia gigante do fundador do Estado soviético Vladimir Lénin lendo o Pravda enfeitando a parede.

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