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João Donato amassa tristezas através da cerâmica

São imagens que trazem o sofrimento dos moçambicanos, vítimas das cheias que assolam anualmente o distrito de Búzi, na província de Sofala. É o reflexo da atenção e o amor que tem pelos seus concidadãos. Assim pode-se definir as obras de cerâmica e o seu autor, inauguradas nesta segunda-feira (21), no Núcleo de Arte, do artista plástico moçambicano, João Donato, intitulado “Secos e Molhados”.

De acordo com João Donato, criador das obras, as peças representam uma parte de nós os moçambicanos, que passamos por situações similares. “Com esse trabalho, exclusivamente com o tema “Os Náufragos das Cheias do Buzi”, tento demonstrar os momentos de pânico que as famílias assoladas pelas cheias naquela parcela do país passam. São deslocações obrigatórias e, as vezes, sem nenhum destino”, explica Donato.

No seu trabalho, o autor ilustra imagens de mulheres, crianças e animais que mesmo afogados pela força das águas protegem, carregando na cabeça, tudo o que lhes é fácil transportar. A exposição encerra no dia 28 de Abril corrente.

João Donato é autodidacta. Nasceu em Maputo, em 1963. Começou a trabalhar com a cerâmica, no Brasil a partir de 2002, juntamente com a mestra Cecy Sato. Em 2005 vai para Londres, onde estuda no City and Islington College com a ceramista Daphne Carvegy, tendo trabalhado lá até 2011, altura em que regressa a Maputo. É membro e colaborador do Núcleo de Arte, na capital do país.

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