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Japão tem maior excedente comercial num ano

O Japão anunciou nesta quarta-feira o maior superávit comercial mensal em 12 meses, o que provocou esperanças de que a segunda principal economia do planeta inicie um processo de recuperação da forte recessão que enfrenta.

As exportações superaram as importações pelo quarto mês consecutivo, dando um importante incentivo a uma enconomia fortmeente dependente da demanda externa. O superávit comercial japonês chegou a 299,8 bilhões de ienes (3,2 bilhões de dólares) em maio, superando as expectativas dos analistas (214 bilhões de ienes), segundo o ministério das Finanças.

O resultado foi 12,1% menor que o de um ano antes, mas mesmo assim foi o mais elevado desde o registrado em maio de 2008, quando alcançou 341,1 bilhões de ienes. A produção industrial nipônica está a recuper graças à maior demanda do exterior, segundo Hiromichi Shirakawa, economista chefe para o Japão do banco Crédit Suisse. “A economia do Japão está entrando agora em uma fase de recuperação, mas é possível que registre uma desaceleração depois disto”, declarou.

Shirakawa destacou que a demanda interna permanece frágil e que as empresas podem manter os cortes de gastos nas estruturas produtiva e de equipamentos. A demanda mundial de automóveis, bens eletrônicos e outros, principal motor do crescimento japonês, desabou em consequência da desaceleração econômica mundial, mas agora há esperanças de que o pior da crise tenha ficado para trás.

O superávit comercial japonês com os Estados Unidos, por sua vez, caiu 52,9% no mês passado em relação a maio de 2008, enquanto que o superávit com a União Europeia cedeu 75,4%. O déficit em relação à China se reduziu fortemente a 860 milhões de ienes, muito abaixo dos 40,5 bilhões de ienes de há um ano.

“Não esperamos uma grande melhoria nas exportações para os Estados Unidos e Europa, mas esperamos que a recuperação da demanda doméstica na China contribua para a recuperaçao do Japão”, explicaram, por sua vez, os analistas da UBS em uma nota.

No primeiro trimestre de 2009 a economia japonesa contraiu-se menos que o inicialmente calculado, apesar de mesmo assim ser a maior queda da atividade jamais registrada (-14,2% em ritmo anual).

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