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Jacques Piccard (1922-2008) – 86 anos

Jacques Piccard (1922-2008) – 86 anos

“Faleceu um dos últimos grandes exploradores do século XX”, lamentou Phil Mundwiller, porta-voz da família. “O homem mais profundo do mundo, um verdadeiro Capitão Nemo, Jacques Piccard morreu no dia 1 de Novembro junto ao lago Léman [o lago que banha Genebra] que tanto amou” refere o comunicado difundido pelo “Solar Impulse”, um projecto de avião solar cujo fundador é Bertrand Piccard, fi lho do falecido também ele explorador e piloto.

Oceanógrafo, inventor, explorador das profundezas dos oceanos e, sobretudo amante do mar, Jacques Piccard morreu no último sábado na Suíça, contava 86 anos. Nascido no dia 28 de Julho de 1922, em Bruxelas, Bélgica, Piccard prosseguiu a obra do seu progenitor, o famoso físico Auguste Piccard, também explorador e inventor do globo estratosférico e do batíscafo. O intrépido suíço estudou economia e relações internacionais na Universidade de Genebra, porém decidiu seguir as pisadas do pai. A sua paixão pelo mar surgiu quando se dedicou às descobertas dos fundos marinhos. Piccard bateu todos os recordes de imersão com o seu submarino “Trieste”, construído com a colaboração do seu pai, Auguste. Com Don Walsh, tenente da marinha dos Estados Unidos, a bordo do “Trieste”, alcançou a profundidade de 10.916 metros, superando todos os recordes estabelecidos.

Corria o ano de 1960 quando Piccard mergulhou no seu batíscafo a dez quilómetros de profundidade, até ao leito da Fossa das Marianas. Deste modo, construiu quatro “mesoscafos” – submergíveis destinados a médias profundidades – os quais foram considerados os primeiros submarinos turísticos, acabando um deles por ser lançado pela primeira vez nas águas do Lago Léman, por ocasião da exposição nacional suíça de 1964. “Com uma fé total na tecnologia, concebeu e calculou cada submarino e dirigiu a sua construção, fazendo-se submergir ele próprio no seu último submergível ‘de bolso’ aos 82 anos”, informou a empresa do seu fi lho. Apaixonado pelo estudo da protecção marítima, em 1969 explorou a corrente do Golfo Stream mediante uma imersão à deriva que durou um mês. Em 1969, foi protagonista de um novo feito ao permanecer debaixo de água durante um mês a bordo do seu submarino. Se não tivesse sido oceanógrafo, Piccard desejaria ter sido astronauta. “Isso naturalmente havia-me interessado”, afi rmou um dia. Não foi o primeiro homem a pisar a Lua, mas deu um importante passo na descoberta dos mistérios marinhos. “Agora podemos viajar para qualquer lado dentro de água.”

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