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Jacob Zuma e François Hollande escondem divergências sobre o TPI

O Presidente sul – africano Jacob Zuma e o seu homólogo francês François Hollande esconderam as suas divergências sobre o Tribunal Penal Internacional (TPI) depreciado em África nomeadamente pela sua acção contra os dirigentes eleitos do Quénia, ao longo da visita do estadista francês de dois dias à África do Sul.

“A França está ligada ao TPI e não pode aceitar qualquer impunidade que seja “, afirmou François Hollande em Pretória durante uma conferência de imprensa na segunda-feira com Jacob Zuma. Se “os Estados devem ser respeitados, (….) o princípio é a justiça internacional para que os criminosos respondam pelos seus actos”, acrescentou o estadista francês.

Zuma, que no sábado passado participou numa cimeira extraordinária da União Africana (UA), na capital etíope e sede da organização, Addis Abeba, onde foi reafirmada a sua solidariedade para com os dois dirigentes quenianos perseguidos pelo TPI por alegada autoria moral dos crimes de violência durante a crise pós-eleitoral de 2007 no Quénia que fizeram milhares de mortos, foi diplomático e afirmou que “somos todos contra a impunidade. De forma nenhuma podemos apoiar uma acção que abriria o caminho para a impunidade” afirmou o Presidente sul-africano que entretanto acrescentou que “não podemos apoiar um procedimento que vai contra os interesses de um Estado”.

“As pessoas que se batiam na época estão agora reconciliadas. Estamos de acordo com o posicionamento da UA, que defende o adiamento do julgamento do Quénia”, argumentou ainda Jacob Zuma.

Regresso 20 anos depois

A visita de François Hollande acontece quase 20 anos depois de o último chefe de Estado francês visitar a África do Sul. Em Julho de 1994 o então Presidente da França, o socialista François Mitterrand, foi o primeiro chefe de Estado a ser recebido pelo primeiro Presidente negro sul-africano Nelson Mandela, dois meses após a eleição do líder da luta anti-apartheid.

Embora as crises africanas, em particular na República Democrática do Congo, onde as tropas sul- africano estão a comandar a brigada de intervenção da ONU em Kivu contra os rebeldes armados tenham feito parte da agenda dos dois governantes, o comércio foi o epicentro da visita com a realização de um fórum económico que reuniu quadros seniores de empresas francesas e sul- africanas e que culminou com a assinatura de importantes contratos comerciais.

No final da sua visita de dois dias, o chefe de Estado francês anunciou, em Pretória, a assinatura de vários contratos no valor de vários biliões de euros com destaque para a construção de uma central térmica e ainda um importante contrato ferroviário.

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