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‘@Verdade Editorial: Já é chegada a hora de privatizar a LAM

Desoladora e vergonhosa são, sem dúvidas, as únicas palavras que qualificam a gestão da empresa Linhas Aéreas de Moçambique (LAM), nos últimos dias. Nunca, em tão pouco tempo, os moçambicanos foram surpreendidos com sistemáticos e assustadores péssimos serviços prestados pela companhia de bandeira. Aliás, a situação não é de hoje, até porque as Linhas Aéreas de Moçambique já nos habituou a esse triste e lamentável realidade. Não é por acaso que foi banida de sobrevoar o espaço europeu.

Desde atrasos de voos, passando pelos cancelamentos sem nenhuma explicação até à dificuldade de decolagem ou problemas no fechamento da porta da aeronave. Aliás, os problemas mecânicos (as desculpas que têm sido mais invocadas) nos aparelhos das LAM transformaram-se no pão de cada dia. Presentemente, entrar ou viajar nos aviões das LAM é uma pura demonstração de altruísmo, para não falar da incerteza que representa em viajar.

O desrespeito aos passageiros, que pagam tarifas exorbitantes que não são praticadas em nenhuma parte do mundo, é deveras preocupante. A título de exemplo, os passageiros são forçados a permanecer horas a fim nos aeroportos, sem nenhuma comunicação por parte da companhia. O mais lamentável, hoje em dia, se um indivíduo pretende chegar algum ponto do país a tempo e hora, ir de autocarro (ou chapas) é a opção mais segura e rápida. Parece que estamos a caricaturar, mas infelizmente esta é a realidade e nós apenas limitamo-nos a dar-lhe visibilidade.

Está claro que a incompetência, a falta de profissionalismo e o saque aos cofres da empresa que grassa a gestão da LAM são os principais problemas que estão empurrar a companhia de bandeira para o abismo. Porém, revoltante nessa história, o Governo moçambicano continua a fazer vista grossa a esta preocupante situação, até porque a LAM não passa e uma vaca leiteira das figuras da Frelimo. Um Governo que respeita os seus cidadãos e preocupa-se com o seu bem-estar já teria intervencionado na LAM. Tudo indica que o Executivo de Nyusi está à espera de uma fatalidade para tomar medidas.

Diga-se, portanto, que, num país normal e sério, a empresa Linhas Aéreas de Moçambique já teria visto a sua gestão privatizada, à semelhança do que aconteceu com a companhia angolana, de modo a se restabelecer a ordem, seriedade e o respeito aos moçambicanos.

 

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