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Itália aprova reforma trabalhista antes da cúpula da UE

O primeiro-ministro italiano, Mario Monti, conquistou uma suada vitória para a sua reforma trabalhista, esta Quarta-feira, reforçando a sua situação para a cúpula da União Europeia onde pedirá mais políticas de crescimento e um mecanismo para conter os custos de empréstimo.

A Câmara dos Deputados aprovou a lei depois de uma votação esmagadora para o governo em quatro moções de confiança convocadas para acelerar a sua aprovação antes das negociações da Quinta-feira, em Bruxelas, sobre o futuro do euro.

Prometida quando assumiu o governo em Novembro, a lei pretende flexibilizar as restrições de demissões, ampliar o auxílio-desemprego a partir de 2017 e desencorajar o uso de contratos temporários.

A reforma foi oficialmente enviada ao Parlamento há três meses, depois de semanas de negociações com os sindicatos e empregadores, mas rapidamente encalhou quando os partidos políticos buscaram modificá-la.

O resultado é uma reforma menos abrangente que os sindicatos criticaram, temendo um aumento nas demissões, e que os patrões dizem que aumentará os custos trabalhistas.

Os economistas, por sua vez, consideram a reforma tímida para um mercado de trabalho que precisa duma grande reformulação.

Os manifestantes juntaram-se no lado de fora do Parlamento, esta Quarta-feira, exibindo bandeiras e faixas contra a reforma. Os sindicatos já fizeram greves e protestos contra as mudanças propostas.

A ministra do Trabalho, Elsa Fornero, a principal proponente da reforma, defendeu as mudanças, esta Quarta-feira, em entrevista ao jornal Wall Street Journal.

“Estamos a tentar proteger as pessoas, não o trabalho delas”, afirmou. “As atitudes das pessoas têm que mudar. O trabalho não é um direito, tem que ser conquistado, incluindo por meio de sacrifício.”

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