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“Irmãos” angolanos anunciam início de manifestações anti-governamentais

O cenário de manifestações anti-governamentais já pegou moda. Em Angola foram anunciadas manifestações anti-governamentais para iniciarem as zero horas do dia 7 de Março, de Cabinda ao Cunene. A informação está a ser disseminada pela internet, uma via de comunicação que está a tornar-se terror para governos. Facto curioso é que toda informação inerente ao anúncio do início de manifestações anti-governamentais em Angola o seu acesso na internet tem sido difícil, denunciando a utilização de técnicas para bloqueio e impedir a sua disseminação.

Os promotores de manifestações anti-governamental anunciadas para terem início no próximo dia 7 de Março, uma segunda-feira, tem entretanto a consciência de que o executivo de José Eduardo dos Santos vai tentar desencorajar o povo angolano mas mostram-se determinados que desta vez “eles” não vão mesmo se safar desta.

“Sem falta, a manifestação anti- governamental em Angola vai começar as zero horas do dia 7 de Março de 2011, de Cabinda a Cunene” – referem os promotores de manifestações em mensagem introduzida na internet. Segundo veicularam pela mesma via, o acto central terá lugar no Largo da Independência em Luanda.

“Em toda Angola vamos marchar com certeza exigindo a saída do Zé Dú (como é tratado o Presidente Angolano José Eduardo dos Santos), seus Ministros e companheiros corruptos” – informaram, acrescentando que as manifestações serão progressistas, cívicas e socialmente abrangentes e que virão criar condições para eleger democraticamente um Governo de cidadãos angolanos com as mãos limpas de sangue e de vigarices; que governem Angola para todos angolanos, sejam eles de que linhagem forem.

Basta ao regime ditador de José Eduardo dos Santos Em sua mensagem postada na internet, mesmo sem identificar o rosto, os promotores de manifestações anti- governamental em Angola, programadas para iniciarem no dia 7 de Março de 2011, referem que o povo angolano diz basta ao regime ditador do Presidente José Eduardo dos Santos, que está no poder há 32 anos.

“Os angolanos estão cansados da pobreza extrema, da cultura de medo e intemidação, da miséria, da autocracia e outros males introduzidos por José Eduardo dos Santos”.

Eles sublinham ainda que Angola é conhecido mundialmente pela sua riqueza em termos de recursos naturais e é classificado como o maior exportador de petróleo em toda África, mas o povo angolano vive com menos de um dólar por dia e com um Governo que promove a cultura de perpectuação da pobreza extrema.

“Condenamos e denunciamos o cancelamento do nosso direito constitucional e democrático de eleger um presidente de nossa escolha em cada quatro anos. Queremos assumir o controle de nossas vidas, nosso país e os nossos recursos; mas em primeiro lugar queremos retirar o regime ditatorial de José Eduardo dos Santos” – mostram a sua determinação.

Eles postaram na internet uma petição com sete pontos, nomeadamente (i) a saída imediata do Presidente ditador José Eduardo dos Santos, seus ministros e companheiros; (ii) a formação de uma nova ordem política, social e económica; (iii) a re-implementação das eleições presidenciais periódicas em sua constituição; (iv) a implementação de uma democracia social, que deve ter o interesse do povo angolano de coração; (v) a formação de um novo governo com os interesses do povo angolano de coração; (vi) o estabelecimento de um sistema de administração pública transparente e responsável de todos os recursos de Angola; e (vii) a priorização dos cidadãos angolanos sobre os benefícios e reconstrução social Angolana.

Refira-se que o povo angolano tem ligações especiais com o moçambicano.

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