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Investigador da ONU quer mais libertações de presos em Mianmar

A libertação de presos políticos de Mianmar na quarta-feira é um sinal de mudança, mas o investigador de direitos humanos da Organização das Nações Unidas (ONU) neste isolado país asiático quer que muitos outros sejam soltos até o final do ano.

Em entrevista à Reuters, Tomás Ojea Quintana disse esperar que o regime militar birmanês realize eleições suplementares ainda em 2011, e afirmou que gostaria que os últimos presos políticos fossem soltos até lá. “É importantíssimo que o governo termine este processo de libertação antes das eleições”, disse ele. “Espero que isso aconteça. Não posso prever, mas essa será minha exigência ao governo”.

Mianmar começou a se abrir após meio século de rígido regime militar, e isso inclui menos restrições à imprensa e um maior diálogo político com a ativista Aung San Suu Kyi, que passou 15 anos sob prisão domiciliar, até o ano passado. Ojea Quintana disse que o regime militar havia lhe dito anteriormente que não desejava libertar presos políticos porque temia a realização de manifestações populares.

“O que eu disse a eles a esse respeito foi: vocês têm um exemplo de uma política importante que foi libertada, Aung San Suu Kyi, e vocês tem um exemplo de como ela está reagindo a esse processo e como ela está viajando pelo país sem comprometer estabilidade do país”.

Pelo menos 300 presos políticos foram soltos na quarta-feira, incluindo vários dissidentes importantes.

A secretária norte-americana de Estado, Hillary Clinton, saudou a medida, embora ativistas como os da Anistia Internacional tenham dito que esperavam mais libertações.

Ojea Quintana, um advogado argentino que atua como relator especial da ONU para os direitos humanos em Mianmar, disse que alguns dos dissidentes mais importantes continuam presos, e que mais de mil presos de consciência permanecem atrás das grades. “O que vi na minha última missão em agosto é que há oportunidades reais para mudar e novas instituições sendo construídas”, afirmou ele, acrescentando que irá apresentar na quarta-feira o seu relatório à Assembleia Geral da ONU. “A minha expectativa é que no dia 19 haja uma discussão bastante frutífera nas Nações Unidas, e teremos de ver qual será a resolução que partirá então da Assembleia Geral”.

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