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Intercape exige que os homens que atacaram seu autocarro no centro de Moçambique sejam levados à justiça

A Intercape, empresa de transporte de passageiros, quer que os homens armados que atacaram o seu autocarro, no passado sábado (06), sejam responsabilizados criminalmente.

Esta posição foi manifestada esta sexta-feira (12), em Maputo, pelo presidente da comissão executiva (PCE) daquela empresa, Johhan Ferreira, durante uma conferência de imprensa que tinha como objectivo explicar aquele ataque. “Estes actos são criminosos, por isso pedimos às autoridades moçambicanas para que prendam os criminosos”, declarou o PCE.

Ferreira esclareceu, na altura, que o incidente ocorreu em Zovo, a aproximadamente 500 metros da Escola e Hospital em Zovo e não em Muxúngué, como foi reportado.

Ele considera que os passageiros e a tripulação apenas escaparam graças à coragem do motorista da viatura que recusou-se a acatar as ordens dos homens armados.

O líder da Intercape conta que primeiro surgiram do mato, e de forma súbita, dois homens armados e ordenaram que o motorista parasse o autocarro, ao que este recusou. De seguida eles abriram fogo contra o veículo. “O motorista não parou, e mais quatro homens saíram do mato e continuaram a disparar”, conta.

17 tiros e dois feridos ligeiros

O autocarro da empresa Intercape terá sofrido 17 tiros, dos quais cinco na janela frontal e os restantes no lado esquerdo. “Em momento nenhum a viatura da Intercape parou, o motorista dirigiu até cerca de 14 quilómetros e dirigiu-se ao posto policial. Ao chegar a polícia inspeccionou o carro e contabilizou as balas”, disse.

O PCE referiu ainda que dois passageiros dos 20 que se faziam transportar naquele momentos contraíram ferimentos ligeiros, mas foram levados ao hospital e tiveram alta no mesmo dia.

Segundo este, as três vítimas que a imprensa reportou não faziam parte da nossa tripulação. “Estes estavam num camião a nossa trás”.

Ataque leva à suspensão de actividades

Face ao sucedido, a empresa a suspender as actividades na rota Maputo-Beira e colocou um assessor de riscos para aferir a situação nas zonas centro e norte do país. “Voltaremos a colocar os nossos autocarros lá se a situação estiver calma”.

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