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Instituto Nacional de Meteorologia em “colapso total”

Um estudo patrocinado pela Organização Mundial de Meteorologia (OMM) conclui que o Instituto Nacional de Meteorologia (INAM) de Moçambique está em “colapso total”, devido à redução do financiamento externo que se regista desde 2008.

Segundo o Correio da Manhã, os cortes dos financiamentos estão na esteira da propalada crise financeira mundial.

O Governo de Moçambique tem, no entanto, estado a incrementar as suas injecções anuais ao INAM, que mesmo assim não bastam para equilibrar as contas da instituição, daí a “baixa qualidade” dos serviços prestados por aquele organismo.

O estudo em alusão foi feito entre Novembro de 2011 e Março de 2012 e dá a conhecer que os sistemas de produção daquela instituição nunca foram colocados “em total regime operacional” e que o sistema de comunicações e de dados fracassou devido à falta de manutenção de radares e estações de superfície.

“O nível e a resolução da previsão do tempo estão longe do que se podia esperar actualmente e a capacidade para produzir estes serviços é cada vez mais reduzida”, salienta ainda a conclusão do estudo patrocinado pela Organização Mundial de Meteorologia.

Refira-se que o financiamento externo ao INAM reduziu de 37,5 milhões de meticais, em 2010, para pouco mais de 12,2 milhões de meticais em 2008, devido ao impacto negativo da crise financeira mundial.

Necessidades

Entretanto, o Instituto Nacional de Meteorologia necessita de cerca de 7,5 milhões de dólares norte-americanos para a recuperação de três radares meteorológicos e 17 estações de superfície, equipamento avariado há cerca de 12 anos, aquando das enxurradas do ano 2000, segundo revelou ao Correio da manhã o director nacional da instituição, Moisés Benessene.

Benessene realçou que a recuperação daquele material em estado obsoleto enquadra-se no âmbito do Plano Estratégico de Meteorologia para 2013/2016 avaliado em cerca de 12 milhões de dólares norte-americanos, que visa equipar a instituição de material sufisticado para melhor prestação de serviços de previsão e aviso prévio.

Basicamente, o referido plano deverá centralizar as acções na expansão da sua rede que se situa abaixo de 50% e aumentar o número de estações de superfície para 150 até 2006, para além da aquisição de sete radares meteorológicos, de acordo ainda com Moisés Benessene.

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