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Injustiças laborais prevalecem na maior empresa de segurança em Moçambique

Os trabalhadores da empresa de segurança privada G4S em Maputo tentaram, sem sucesso, esta terça-feira (10), dobrar o patronato e forçá-lo, com recurso a uma greve de pouca dura, no sentido de resolver os problemas que lhes agastam há anos mas foram abafados com promessas.

Neste momento, os trabalhadores daquela firma queixam-se da intromissão da sua direcção nos assuntos sindicais, falta de autorização para gozo de licenças disciplinares, exigem o pagamento de valores descontados nos 13º vencimentos de 2011 e 2012, a introdução de uma escala rotativa de serviço e uma remuneração devido à sobrecarga do horário.

A lista das reivindicações do grupo a que nos referimos tem crescido de greve em greve a cada ano, porém, tratada com soluções paliativas pelo patronato. Presentemente, as queixas incluem ainda a necessidade de a direcção da G4S criar melhores condições de trabalho para os guardas de mercadorias nos Portos e Caminhos-de-Ferro de Moçambique (CFM).

Para além disso, um grupo de vigilantes, em carta endereçada ao @Verdade, refere que o patronado faz descontos arbitrários nos vencimentos e recusa-se devolver o dinheiro correspondente aos abates feitos durante anos, supostamente para um fundo social, do qual os funcionários não beneficiavam.

Aliás, os queixosos, dos quais alguns no passado foram maltratados pela Força de Intevenção Rápida (FIR) quando numa greve exigiam a observância dos seus direitos, referem igualmente que o antigo Comité Sindical, demitido por incompetência e conivência com a direcção da G4S, usou os valores do fundo social em causa para fins desconhecido, por isso, nunca esteve disponível para os trabalhadores nem para questões relacionadas com o funeral.

Num outro desenvolvimento, os colaboradores da G4S repugnam o facto de a empresa estar a dar prioridades ao sindicato destituído e ignorar o eleito a 30 de Abril deste ano, alegadamente porque não o reconhece.

Sobre esse assunto, o administrador da G4S, Pedro Baltazar, disse a um jornal da praça, quando contactado para se pronunciar a respeito da greve desta terça-feira, que o que dizem os trabalhadores não constitui verdade na medida em que eles é que pretendem recorrer aos dois comités sindicais e exigem que a direcção da empresa negoceie com eles, o que é contra a lei laboral em vigor em Moçambique.

Refira-se que nesta última greve, para o trabalhadores voltarem aos seus postos de actividade foi necessária a intervenção do Ministério do Trabalho e do Sincato dos Trabalhadores.

 

 

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