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Incêndio florestal ainda queima em Portugal depois de matar 64 pessoas

Mais de mil bombeiros ainda combatiam nesta segunda-feira o incêndio florestal mais letal da história de Portugal, que matou pelo menos 64 pessoas durante o fim de semana.

Mais de 70 pessoas, incluindo 13 bombeiros, foram levadas para o hospital com queimaduras e lesões nesta segunda, quando os incêndios assolaram os distritos centrais de Leiria e Castelo Branco.

O primeiro-ministro português, António Costa, que no domingo visitou Pedrógão Grande, uma área montanhosa cerca de 200 quilómetros a nordeste de Lisboa, o classificou como a maior tragédia humana do passado recente do país.

Uma chuva leve iniciada na manhã desta segunda-feira só causou um alívio modesto à população atingida e aos bombeiros exaustos. Aviões levando água, inclusive franceses e espanhóis, retomaram suas missões após uma pausa de domingo para segunda-feira.

“Ainda há muita floresta que pode queimar, e a chuva não faz muita diferença”, disse Rui Barreto, vice-chefe dos bombeiros, no quartel-general improvisado dos serviços de emergência em Pedrógão Grande enquanto trovões ecoavam nos céus sobre a cidade coberta de cinzas.

Os bombeiros disseram que as condições climáticas ainda são adversas na maioria das áreas onde as chamas ardem. Dois batalhões do Exército estão ajudando os serviços de emergência. Dezenas de camiões do Corpo de Bombeiros avançaram e recuaram para combater as chamas em áreas até 20 quilómetros ao norte de Pedrógão Grande.

De acordo com as autoridades a queda de um raio sobre uma árvore provavelmente iniciou o fogo no sábado numa região atingida por uma onda de calor intensa e ventos secos e fortes que atiçaram as chamas.

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