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Impõe-se uso produtivo de energia eléctrica

O Ministro moçambicano da Energia, Salvador Namburete, defende o uso produtivo de energia no país para garantir o retorno de investimentos feitos neste sector vital para a economia nacional.

Namburete, que falava no Posto Administrativo de Chidenguele, distrito de Mandlakazi, província meridional de Gaza, durante a abertura do V Conselho Coordenador do Ministério da Energia, disse ser necessário incentivar a população a utilizar a energia para a geração de rendimentos. A utilização produtiva de energia vai permitir, segundo o Ministro, que os consumidores deste recurso paguem o valor justo pelo mesmo. “Impõe-se a necessidade de promover o uso produtivo de energia pela população para justificar os elevados investimentos que o Estado está a fazer na electrificação das zonas rurais.

A chegada de energia em si não gera o uso produtivo, é preciso educar a população para utilizar a energia para gerar rendimentos e combater a pobreza”, disse. Namburete acrescentou que “temos que chegar a um estágio em que as tarifas pagas pelos consumidores possam compensar os investimentos feitos. As pessoas devem perceber que a energia eléctrica não é só para acender”.

Anualmente, o Governo investe na electrificação rural ente 80 milhões a 100 milhões de dólares norte-americanos, investimento que, segundo Namburete, não tem sido compensado, uma vez que as tarifas aplicadas ao nível nacional não correspondem aos reais custos. “Os custos de levar as linhas, levar os transformadores e outros componentes para a electrificação das zonas rurais não são compensados pelo nível de tarifa que se paga em Moçambique. Assim, tem havido um grande esforço do Governo porque a extensão dos serviços básicos de energia é importante para atrair investimentos e promover o desenvolvimento do país.

A medida que a energia chega é preciso usá-la de forma produtiva e que as pessoas paguem o preço justo pela energia eléctrica que consomem”, explicou. Durante a sua intervenção, Namburete fez um balanço positivo do desempenho do seu sector nestes últimos cinco anos, tendo considerado que houve muitos sucessos na expansão da rede eléctrica no país, bem como no uso cada vez maior de energias novas e renováveis, na promoção e construção de infra-estruturas de armazenamento, distribuição e transporte de energia. Ao longo do Quinquénio prestes a findar, o sector electrificou 94 sedes de distritos e expandiu energia para 400 mil novos consumidores, por via da rede nacional da empresa pública Electricidade de Moçambique (EDM).

Por outro lado, 150 escolas e igual número de unidades sanitárias, bem como 61 povoações, foram electrificadas com painés solares. O V Conselho Coordenador do Ministério da Energia, que é o último deste mandato, vai analisar detalhadamente o desempenho do sector, avaliar a estratégia de energia, bem como traçar perspectivas para o próximo Quinquénio. O evento decorre sob o lema “Vamos fazer o uso produtivo da energia para desenvolver o país e combater a pobreza” e termina na próxima Quarta-feira.

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