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IFP de Monapo gradua primeiros professores mesmo funcionando sem fundos do OE

IFP de Monapo gradua primeiros professores mesmo funcionando sem fundos do OE

Foto de Adérito CaldeiraO Instituto de Formação de Professores(IFP) de Monapo, construído com apoio financeiro do Governo do Japão, graduou em Dezembro passado os seus primeiros 295 professores. “Vão ser todos contratados” garantiu Lucas Junqueiro, o director do IFP, que ainda revelou ter funcionado este ano sem fundos do Orçamento do Estado(OE).

Inaugurado em Julho passado pelo Presidente Filipe Nyusi o IFP de Monapo custou cerca de dez milhões de dólares norte-americanos. Com dez salas de aula, sala de informática, biblioteca, laboratório de ciências naturais, sala de artes/oficina, sala de música, ginásio, dormitório, laboratório pedagógico (onde funciona uma escola primária) e casas para professores, é o quinto do género a ser construído com apoio financeiro do Governo do Japão, depois de Chibututine (1998), Xai-Xai (2004), Chimoio (2006) e Cuamba (2008).

O @Verdade visitou o Instituto pela segunda vez, e depois de vê-lo ainda a abrir portas, em Março, pôde testemunhar a inscrições dos candidatos a professores para o ano lectivo de 2017.

Poucos dias antes decorreu a graduação de 295 estudantes, dos 325 que frequentaram o curso, que se tornaram professores da 1ª a 7ª classes. Os primeiros jovens formados eram oriundos não só da província de Nampula mas também das província vizinhas e até existiu um candidato ido de Maputo.

Foto de Adérito Caldeira“É verdade que é preciso a formação, aqui damos algumas ferramentas psicopedagógicas, mas a gente aprende com o dia a dia, nem um ano é suficiente, nem cinco anos são, a formação sólida é ao longo da vida” explicou o director, um homem com perto de quatro décadas de experiência na Educação.

Questionado se os novos professores poderiam ter dificuldades de colocação, afinal o sector de Educação também está a sofrer o impacto da crise económica e financeira, Lucas Junqueiro foi peremptório, “a província de Nampula e da Zambézia não conseguem satisfazer as suas necessidades em termos de professoras, vão ser todos contratados todos”.

Entretanto o director revelou que o primeiro ano de funcionamento decorreu sem que o Instituto tivesse ainda recebido fundos do Orçamento de Estado, afinal quando ficou pronto em Fevereiro já o exercício decorria. Mas o sucesso dos primeiros formandos foi possível, “usando a cabeça, com apoio de parceiros e do Governo local”, aclarou Junqueiro que disse ainda que para 2017 o IFP abriu 450 vagas.

Ambicioso o director julga que o Instituto de Formação de Professores que dirige está também a contribuir para melhorar a vida na localidade de Nacololo onde está edificado e sonha que a instituição poderá ser um catalizador do desenvolvimento.

“Esta zona é conhecida como de pessoas muito agressivas desde o tempo colonial, a zona chama-se Metocheria que significa pessoas de olhos vermelhos. Mas com a nossa presença eu sinto que tendem a acalmar. Se tivermos um posto médico(mais próximo dista 8 quilómetros), uma ATM, com o comboio que está a circular as coisas vão desenvolver”, declarou Lucas Junqueiro.

 

Este artigo foi escrito no âmbito de uma viagem organizada pela Embaixada do Japão
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