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Hienas de Kambulatsissi devoram vacas e cabritos

As hienas estão a dizimar vacas e cabritos nos currais do posto administrativo de Kambultsissi, distrito de Moatize, na província de Tete. Os casos mais frequentes ocorrem na localidade de Necungas, segundo apurou o Diário de Moçambique.

Embora este ano haja tendência de diminuição, a situação afigura-se ainda preocupante, porque as hienas podem também vir a causar vítimas humanas, sobretudo quando as pessoas andam à noite.

Félix Ndaluza é um dos entrevistados apontou Milore e Montanha como sendo as regiões onde aqueles animais são mais vistos com frequência.. “Devo dizer que no ano passado a situação era pior, porque as pessoas não podiam andar a partir das 18 ou 19 horas, visto que se deparavam com as hienas” – explicou.

Marcos Miguel disse que há receio de um dia as hienas poderem fazer vítimas humanas, pelo que a situação deveria ser estancada antes que isso aconteça. Acrescentou serem frequentes relatos de criadores de gado dando conta de ataque aos seus animais, alguns dos quais ficam com ferimentos.

“Nos caminhos e nos currais há sempre informações de as pessoas terem deparado com as hienas, ficando assim aterrorizadas, porque estes animais matam. No ano passado não se conseguia andar e cedo obrigatoriamente recolhíamos. Notamos o desaparecimento das hienas em algumas zonas, mas onde existem é sempre preocupante” – advertiu.

Morais Fatsani disse também já ter visto hienas em Kambulatsissi, mais concretamente em Necungas.

“Estamos a pedir que reporte esta situação para chegar aos ouvidos de quem de direito para a tomada de medidas em prol dos habitantes daqui de Kambulatsissi, bem como dos transeuntes”- pediu.

A propósito deste conflito homem-fauna bravia, a reportagem do DM abordou o Director do Serviço Distrital de Actividades Económicas (SDAE) de Moatize, Bernadino Júlio, o qual afirmou não ter conhecimento da presença de hienas em Kambulatsissi. Grantiu que nenhuma informação sobre isso chegou aos seus ouvidos.

Contudo – acrescentou Júlio Marizane – o sector que dirige trabalhará com vista a apurar a veracidade dos factos, para depois tomar as medidas adequadas, de modo a evitar que as pessoas percam os seus animais e muito menos a vida.

“Ninguém reportou casos de hienas no posto administrativo de Kambulatsissi, de forma geral, e Necungas, em particular” – precisou o entrevistado, que se referiu ao conflito homem-fauna bravia que envolve os crocodilos e elefantes no distrito de Moatize.

“Temos vindo a diminuir o número de crocodilos, abatendo os que se apresentam problemáticos” – assegurou a fonte do Diário de Moçambique.

Os crocodilos pululam mais nos rios Zambeze e Revubue, sendo que de Janeiro a Abril os ataques a quatro pessoas resultaram na morte de três pessoas e ferimentos a uma.

Quanto aos elefantes, afirmou que também têm vindo a diminuir os estragos causados por estes animais, porque o SDAE licenciou um caçador para proceder ao abate dos tidos como problemáticos.

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