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Hidrocarbonetos: investimento da Anadarko em Moçambique totaliza 2.2 biliões USD

A companhia petrolífera norte-americana, Anadarko, investiu em Moçambique, até ao momento, 2.2 biliões de dólares norte-americanos (USD) para a realização de pesquisa e produção de hidrocarbonetos na “área 1” da bacia do Rovuma, no norte do país.

Segundo uma fonte da Anadarko, citada no boletim informativo da Autoridade Tributária (AT) denominado “Mais Valia”, este valor supera o compromisso inicial da companhia, que era de investir 465 milhões de dólares.

Estes investimentos já deram resultados positivos, uma vez que, segundo frisa a fonte, a quantidade de gás existente na “área 1” é estimada em mais de 50 triliões de pés cúbicos (TCF), o que implica que existem recursos suficientes para suportar um investimento para a liquefacção do gás para exportação.

A Anadarko foi autorizada a fazer pesquisa e produção de hidrocarbonetos pelo governo, através do Ministério dos Recursos Minerais (MIREM) em 2006. Segundo a fonte, o processo de pesquisa encontra-se numa fase avançada, com um total de 19 furos efectuados, dos quais 10 de pesquisa e 9 de avaliação de potencial das reservas.

Para efeito, explicou a fonte, fez-se um levantamento de dados sísmicos em tecnologia de três dimensões (3D) numa extensão de sete mil quilómetros quadrados. Nos próximos dois anos, a Anadarko pretende iniciar a construção de um empreendimento de transformação do gás em líquido.

“E a médio prazo, aproximadamente seis anos, espera-se que o primeiro navio de exportação do gás natural liquefeito zarpe da Bacia do Rovuma, para que a longo prazo, num período a determinar, se obtenham os ganhos directos das vendas do gás, bem como outras receitas directas e indirectas”, disse a fonte.

O projecto de construção do complexo de liquefacção do gás natural está em fase desenho técnico, uma actividade que inclui estudos de viabilidade económica, financeira e tecnológica.

Por outro lado, o projecto consiste em quatro complexos de liquefacção de gás natural, com uma capacidade individual para a produção de cinco milhões de toneladas de GNL por ano, perfazendo um total de 20 milhões de toneladas por ano.

A Área 1 da Bacia do Rovuma é detida pela Anadarco, com 36,5 por cento das acções, Mitsui do Japão (20 por cento), BPRL Ventures e Videocon (ambas da Índia com 10 por cento cada uma) e a companhia estatal tailandesa PTTEP (8,5 por cento).

A Empresa Nacional de Hidrocarbonetos (ENH) representa o gov- erno moçambicano com 15 por cento das acções. As descobertas efectuadas até o momento e publicitadas pelas autoridades indicam a existência de mais de 100 triliões de pés cúbicos de gás natural na Bacia do Rovuma, e que têm o potencial de colocar Moçambique na liga dos maiores produ- tores deste recurso no mundo.

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