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Guebuza lança campanha nacional de promoção da poupança

O Presidente moçambicano, Armando Guebuza, afirmou que o governo continuará engajado na melhoria das políticas e outros instrumentos legais que estimulem a poupança individual e das famílias, bem como incentivar os operadores financeiros a alargar os serviços.

Guebuza reiterou a promessa na cidade de Chimoio na cerimónia de lançamento da Campanha Nacional de Promoção da Poupança, havida na manhã do passado sábado (11), e coincidiu com o reinício da Presidência Aberta e Inclusiva, que nesta parcela do país levará o presidente a escalar ainda os distritos de Manica, Macossa e Tambara.

A Campanha Nacional de Promoção da Poupança é um processo permanente e inclusivo enquadrado no fortalecimento do sistema financeiro e visa, entre vários objectivos, incrementar as iniciativas em curso no país para a captação de mais poupanças.

A mesma visa, por outro lado, induzir os mecanismos inovadores para mobilizar a poupança que permita financiar os empreendedores; consciencializar os vários actores para a necessidade de investir no sector produtivo, a fim de concretizar a Estratégia do Executivo de tornar o distrito pólo de desenvolvimento.

Após o lançamento formal, que será replicado a nível provincial e distrital, a expectativa do governo é que findos cinco anos cerca de 80 por cento dos distritos cobertos por agências bancárias e ou agências de instituições financeiras que desenvolvam operações de depósitoslevantamentos, alias, apenas 52 dos 128 distritos do país têm serviços bancários.

Entre os resultados esperados no final de cinco anos é que cerca de 80 por cento da população activa tenha acesso a serviços e produtos de poupança.

“O governo continuará a introduzir melhorias nas infraestruturas socio-económicas para atrair a banca e outros operadores económicos a instalarem- se em mais distritos, postos administrativos e localidades bem como em bairros das vilas e cidades deste Moçambique”, disse o presidente.

A poupança, segundo o Guebuza, apresenta-se como um dos instrumentos mais eficazes para se possa lograr os sucessos aspirados na luta contra a pobreza que, por sinal, é a agenda nacional.

Poupar, segundo o presidente, significa deixar de gastar hoje, deixar de empregar recursos em despesas que podem ser evitadas ou que podem ser adiadas, para melhor planificar-se a sua utilização amanhã, conseguindo assim alargar a base de consumo de amanhã e dimensionar melhor o futuro.

“Poupamos por saber que a vida não termina hoje, poupamos por acreditar que nos nossos sonhos de dias melhores, dias esses construídos por nós mesmos”, disse o Chefe de Estado, acrescentando que a necessidade de poupar visa garantir um futuro melhor para os filhos, netos, numa palavra só, para as gerações vindouras.

A poupança, na óptica dos presidente, permite aos moçambicanos continuar a definir e a apropriar-se das suas opções de desenvolvimento e dos programas que escolherem para lutar contra todas as manifestações da pobreza, criar e usar a riqueza do país em cada província, distrito e em outros recantos de Moçambique.

Armando Guebuza, por outro lado, disse estar consciente de alguns desafios associados à actual crise económica e financeira mundial que, de algum modo, têm causado pressões inflacionárias por todo o mundo, com impactos também em Moçambique.

Todavia, segundo Guebuza, “devemos assumir a crise como mais uma oportunidade para desenvolver a nossa capacidade de busca de soluções e de racionalização dos escassos recursos de que dispomos. Só desta forma poderemos sair vitoriosos nesta luta contra a pobreza com a poupança a dar uma valiosa contribuição”.

A Campanha Nacional de Promoção da Poupança constitui um dos actos de materialização dos propósitos do Programa de Apoio às Finanças Rurais, da Estratégia de Desenvolvimento Rural, do Plano de Acção para a Redução da Pobreza Absoluta (PARPA) do Programa Quinquenal do Governo 2005/09 e da Agenda 2025, como um contributo para o desenvolvimento do país, usando o sector financeiro como veículo para estimular o comércio.

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