O Presidente moçambicano, Armando Guebuza, mostrou-se indignado pela persistência da prática dos camponeses de diversas regiões da província central de Manica de “enterrar dinheiro em latas” ou escondê-lo “em colchões”, tendo-os apelado a aderirem à poupança formal para dinamizar a economia do país.
Guebuza disse que, apesar da fragilidade da expansão e do díficil acesso aos serviços bancários, sobretudo nas zonas rurais, a população deve massificar actos de poupança para minimizar a crise financeira e tornar o país sustentável.
O serviço bancário em Moçambique cobre apenas 52 distritos (dos 128 existentes), o que faz com que a população adira a poupanças informais e enterre dinheiro em latas de óleo. Assaltos e incêndios em casas levam muitas vezes a população a perder as suas poupanças.
A campanha lançada por Armando Guebuza, que vai durar até 2015, pretende garantir a captação e segurança das poupanças, que servirão de meios financeiros necessários para a aplicação no desenvolvimento económico e social do país.
Entretanto, a ministra da Administração Estatal, Carmelita Namashulua, desafiou a banca a promover uma maior expansão, admitindo que o Governo vai oferecer oportunidades de negócio ao sector bancário visando implementar mecanismos mais seguros de poupança nas zonas rurais, urbanas e suburbanas.