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Governo sírio culpa militantes islâmicos por massacre em Houla

As autoridades sírias atribuíram, Segunda-feira, aos militantes islâmicos o massacre de 108 homens, mulheres e crianças na localidade de Houla, e rejeitaram relatos de testemunhas e observadores da ONU segundo os quais tanques do Exército estavam no local naquela hora.

Em carta ao Conselho de Segurança da ONU publicada pela imprensa estatal, a chancelaria síria disse que o Exército confrontou centenas de homens armados que teriam cometido o massacre de Sexta-feira.

O ministério disse que os assassinos usaram facas, e que isso é uma “assinatura” dos ataques de militantes islâmicos.

“Nem um só tanque entrou na região, e o Exército sírio estava em estado de autodefesa, usando o máximo grau de autocontrole e uma resposta apropriada, e qualquer outra coisa senão isso é pura mentira”, disse a carta do ministério.

“Os grupos terroristas armados (…) entraram com o propósito de matar, e a melhor prova disso é o assassinato com facas, o que é uma assinatura de grupos terroristas que massacram segundo a forma islâmica.”

A carta diz que três soldados morreram e 16 ficaram feridos. Em carta enviada, Domingo, ao Conselho de Segurança, o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, disse que os observadores da ONU que visitaram o local depois do massacre “viram cápsulas de artilharia e de tanques e também marcas recentes de tanques”, acrescentando que muitos edifícios foram destruídos por armas pesadas.

Testemunhas e activistas da oposição disseram que as forças de Assad, único lado com artilharia e tanques nestes 14 meses de rebelião contra o regime, realizaram o massacre na aldeia.

Essas fontes disseram que 108 pessoas foram mortas principalmente por tiros e facadas, mas que pelo menos 15 morreram atingidas por armas de fogo.

Houla é habitada maioritariamente por sunitas, enquanto muitas aldeias vizinhas são dominadas por alauitas, vertente do islamismo xiita que é minoritária na Síria, mas à qual pertencem Assad e várias outras autoridades de alto escalão.

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