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Governo quer revitalizar indústria de embalagem

O Governo moçambicano quer ver revitalizado o sector da embalagem no país de modo a dar o suporte necessário ao crescimento da produção e demanda do mercado registada nos últimos tempos.

Nesse contexto, o Executivo de Armando Guebuza tem estado a garantir um conjunto de incentivos às empresas que surgirem na área de embalagem, ligados a facilidades de importação de equipamento e matérias primas.

De acordo com o Ministro da Indústria e Comercio, António Fernando, a economia moçambicana está a registar progressos que podem ser testemunhados pelo surgimento de novas empresas em diversos ramos de actividade, bem como das exportações do país para o resto do mundo. Para António Fernando, esta situação coloca “maiores” desafios ao sector de embalagem para atender a demanda, sobretudo para responder às necessidades das micro, pequenas e médias empresas.

“Estamos cientes de que o progresso económico é irreversível, razão pela qual nos propomos a incentivar a revitalização do sector de embalagem, de modo a dar resposta à demanda actual e antecipar a demanda futura”, frisou. António Fernando falava hoje, em Maputo, na conferência internacional sobre oportunidades de negócio no sector de embalagem em Moçambique.

Neste momento, operam no sector de embalagem um total de 33 empresas, das quais 27 com embalagem plástica, quatro de cartão canelado e duas de embalagens metálicas. O país conta com défice de operadores e fornecedores de embalagens de vidro, que é muito procurada, sobretudo pelas indústrias de refrigerantes. Neste momento, as grandes empresas conseguem produzir, por si, a embalagem de que necessitam.

Porem, o mesmo já não acontece com as micro, pequenas e médias empresas, que são obrigadas a importar, o que “é insustentável”. A situação é mais grave à medida que se caminha mais para o interior do país, onde os pequenos produtores rurais não conseguem ter acesso aos canais de venda de embalagem, para melhorar a apresentação do seu produto. “O país conta, hoje, com associações de pequenos produtores rurais isolados dos canais de venda de embalagem e do respectivo equipamento.

Estas associações têm um papel fundamental no abastecimento das cidades e vilas em produtos agrícolas tanto frescos, como processados, que será reforçado se elas tiverem acesso à embalagem”, defendeu. A área de embalagem é prioritária para o país, sobretudo numa altura em que o Governo está empenhado em promover a produção, o consumo interno e exportação dos produtos nacionais.

Por outro lado, a embalagem de qualidade ajuda a reduzir o desperdício que resulta do transporte e manuseamento de produtos por razões de embalagem inadequada. “Estamos preocupados dado que neste aspecto somos penalizados pelo défice de oferta de embalagem apropriada aos nossos produtos, tanto de consumo interno, como de exportação em quantidade, qualidade e a preços que não prejudiquem a sua competitividade”, afirmou.

A embalagem influi na apresentação do produto e na credibilidade da sua qualidade. Há estudos que mostram que melhorar a apresentação do produto pode resultar no aumento do volume de vendas em 30 por cento, logo, “um produto melhor embalado ou apresentado vende mais que um produto, ainda que seja bom, mal embalado”.

Em Moçambique, é notório que várias vezes produtos nacionais, até de boa qualidade, são preteridos por outros importados que chegam ao mercado bem embalados e apresentados. Alguns desses produtos até são adquiridos em Moçambique e depois são tratados e embalados, voltando a entrar no país com novo aspecto e com timbre de importado. A questão da embalagem é uma das prioridades apontadas pela estratégia de desenvolvido da indústria, aprovada em Agosto de 2007 pelo Conselho de Ministros.

No seminário de um dia, participam empresários nacionais, do Brasil, Itália e África do Sul, que operam no sector de embalagem, que deverão trocar experiência e analisar as necessidades e desafios que se colocam aos empresários. O evento é Organizado pelo Instituto para a Promoção das Pequenas e Médias Empresas (IPEME), uma instituição subordinada ao Ministério da Indústria e Comércio.

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