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Governo promete revisitar a questão de vistos com a Angola

O Ministro moçambicano dos Negócios Estrangeiros, Oldemiro Baloi, disse, Quarta-feira, em Luanda, que o Governo vai revisitar a questão da emissão de vistos de entradas com a Angola, para se evitar o embaraço de repatriar cidadãos moçambicanos com vistos devidamente cedidos pelas autoridades angolanas.

O Chefe da diplomacia moçambicana, reagia assim, ao repatriamento por parte das autoridades de migração angolanas de dois jornalistas moçambicanos que haviam se deslocado àquele país para participar numa conferência organizada pelo centro local de Formação de Jornalistas.

Baloi disse ser “lamentável” que os jornalistas Joana Macie, do “Notícias”, e Manuel Cossa, do semanário “Magazine Independente”, tenham sido impedidos de entrar em Angola quando tinham vistos emitidos a partir de Luanda.

“Não tenho conhecimento de alguma vez um visto emitido em Angola ter sido posto em causa e, caso se fale de visto falso estamos perante uma fraude. Portanto, há aqui qualquer coisa que não está bem e que precisa de ser clarificada”, disse Baloi.

Enquanto esta questão não ser clarificada, Baloi apelou a todos os moçambicanos que pretendem visitar Angola para, transitoriamente, informarem a embaixada moçambicana naquele país, para se evitar este tipo de tratamento.

De referir que os jornalistas moçambicanos nem sequer lhes foi permitido manter contacto com os colegas com que viajaram para Luanda e muito menos com a Embaixada de Moçambique em Angola.

“Digo transitoriamente porque os moçambicanos estão livres de viajarem para onde quiserem, livremente e quando querem. Enquanto decorre o processo para a clarificação deste caso é bom que a embaixada seja informada”, disse o diplomata.

Baloi disse ter sido informado da situação numa altura em que processo de sua devolução na procedência. No caso vertente, para que o processo não fosse executado o embaixador deveria ter fortes contactos.

“Nestes casos o papel da embaixada é velar pela integridade dos nossos cidadãos, porque existem o serviços consulares para esse efeito. Vamos falar com o embaixador para sabermos o que teria acontecido”, prometeu Baloi.

Sobre as implicações deste incidente nas relações entre os dois países, Baloi disse tratar-se de um acto meramente de migração que nada tem a ver com as relações entre os dois países. Porém, lamentou o sucedido indicando ser “aborrecido, porque as pessoas organizaram-se previamente para a viagem”.

Este assunto é preocupante para o Governo moçambicano, porque tem acontecido com alguma regularidade e há muitos cidadãos a se queixarem de Angola e esta e uma oportunidade para, em conjunto, aprofundarmos mais o assunto”, admitiu.

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