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Governo mantém suspensão da emissão de licenças de importação de frangos

O Governo moçambicano mantém a suspensão da emissão de licenças de importação de frangos no país para incentivar a produção nacional. Entretanto, o Executivo garante que a importação do frango da África do Sul e do Brasil, essencialmente, continuam para garantir a satisfação da demanda no mercado nacional.

Estas informações foram reveladas, a AIM, pelo director nacional do comércio, Jaime Nicol’s. O Governo moçambicano suspendeu a emissão de novas licenças para a importação de frango em Maio último devido a crise no sector avícola, causada pela dificuldade dos nacionais colocarem o seu produto no mercado.

Nessa altura, os avicultores queixavam-se de não conseguir vender cerca de 200 toneladas de frango já abatido porque o mercado nacional estava abarrotado de frango importado, sobretudo do Brasil. Por outro lado, os avicultores reclamavam do facto do franco importado estar a distorcer o real preço deste produto dados os custos de produção enfrentados ao nível nacional.

Devido à dificuldade em colocar o produto no mercado, os avicultores decidiram incinerar todos os pintos como forma de exigir que o Governo tomasse medidas para reverter o cenário. Uma das medidas adoptadas pelo Governo nessa altura foi a suspensão da emissão de licenças de importação, que se mantém até hoje. “Não houve nenhuma interdição das importações de frango porque os avicultores não conseguem abastecer o mercado nacional.

O Governo está a monitorar o mercado e quando há excedente o Governo toma medidas” disse Nicol’s. Segundo o director nacional de comercio, Moçambique tem um défice de frango que varia entre mil a 1.500 toneladas/ mês, no período morto, que vai de Janeiro a Abril, e no período alto, a partir de Setembro, é de 700 toneladas/mês. “O consumo de frango no país varia entre três mil a quatro mil toneladas por mês. Os importadores procuraram superar o défice que existe”, apontou.

Na última Quarta-feira, os intervenientes no sector avícola comprometeram-se a aumentar os níveis de produção do frango no país, de modo a cobrir a demanda que se espera no final do ano. Nesse sentido, a indústria de rações, os produtores de pintos, os criadores de frangos e os matadouros assinaram um memorando de entendimento.

Os avicultores estão confiantes na possibilidade de satisfazerem a procura do franfo no mercado, para tal voltaram a investir. Actualmente, os avicultores produzem três mil e quinhentas toneladas de frango por mês e garantem que estão em altura de produzir aos níveis da procura, desde que se criem condições para reduzir os custos.

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