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Governo de Inhambane ameaça encerrar Rádio Comunitária de Homoíne

Na última segunda-feira (06), o Governo da província de Inhambane ameaçou fechar a Rádio Comunitária de Homoine, no distrito com mesmo nome, por esta estar a divulgar informações sobre a presença, já confirmada, de homens armados da Renamo naquele região. A intenção foi manifestada através de um quadro do partido Frelimo, de nome Benedito Cuna, que é também membro do Comité de Gestão da referida estação. Entretanto, posta a par do assunto, o Fórum das Rádios Comunitárias (FORCOM), emitiu um comunicado no qual exige que entidades da justiça interfiram para repor as liberdades violadas.

Na acção de intimidação, Cuna disse ter recebido ordens “superiores” para informar os colaboradores daquele órgão de comunicação social para pararem de informar a comunidade sobre o que está a acontecer no distrito, sem especificar as razões para esta medida. Cuna, para tonificar as ameaças, chegou mesmo a afirmar que caso fosse necessário iria recorrer à força policial para lograr os intentos.

Perante essa pressão, a rádio não teve outra alternativa senão parar de transmitir informações sobre a presença dos ex-guerrilheiros da Renamo, segundo confirmou o coordenador da estação, Berlaves Alexandre.

Os colaboradores da rádio que temos vindo a citar logo que tomaram conhecimento da presença de homens da “segurança” da Renamo naquele distrito, facto que já causava uma enorme agitação, teriam tratado de transmitir a informação à população, facto que não agradou o governo local e provincial, que logo cedo reagiram com as intimidações.

Os colaboradores terão também questionado o executivo local sobre o seu papel perante a agitação provocada pela presença dos homens da Renamo em Homoíne, ao que não tiveram resposta.

FORCOM reage

Entretanto, o Fórum das Rádios Comunitárias, em reacção a esta medida, exige que as entidades ligadas à justiça, gozando da sua autoridade, reponham os direitos de a Rádio Comunitária de Homoíne divulgar todas as informações que sejam do interesse da comunidade. Este entidade apela ainda para que “a independência e a autonomia das rádios comunitárias sejam respeitadas pois esta não e a primeira vez que situações idênticas ocorrem”.

Para o FORCOM, o direito à informação é um elemento incontornável para a sobrevivência e o desenvolvimento de todo o cidadão e a “liberdade de imprensa e de expressão” são aspectos basilares que garantem a consolidação de um Estado de Direito Democrático, do Desenvolvimento e da Paz”.

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