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Governo da Zambézia desfila na Assembleia Provincial

O governo da província da Zambézia esteve, esta quarta-feira, na Sessão da Assembleia Provincial desta parcela do pais, para responder diversas questões e explicar como vai a governação nesta província.

Os membros da APZ não pouparam elogios, mas também ficaram críticas e questões sobre o dia-a-dia da população da Zambézia.

Na saúde por exemplo, os membros da Assembleia Provincial questionaram ao governo sobre as mortes maternoinfantis que tem vindo a serem registados na província.

E não só isso, aqueles parlamentares questionaram ainda nesta área a situação de sarampo que provocou vítimas mortais. Todas estas questões remetidas ao sector de saúde, foram colhidas nos trabalhos das comissões especializadas na área que estiveram a trabalhar nos círculos eleitorais.

Director de Saúde responde

Chamado a responder às questões ligadas ao seu sector, o director provincial de Saúde na Zambézia, Alberto Baptista, fez saber que sobre os casos de parturientes que por vezes perdem a vida, tudo deve-se ao consumo de medicamentos caseiros das mulheres grávidas quando falta pouco para o dia de parto.

Casos de mulheres com estes problemas, de acordo com Baptista, registamse mais nas parturientes do distrito de Morrumbala. Estas mulheres de acordo com DPS-Z, são aquelas que são tidas como as que mais partos complicados têm tido. Isto porque conforme explicações do director, elas consomem medicamentos tradicionais, o que complica os partos.

“Temos a dizer que as parturientes de Morrumbala são aquelas que têm dado muito trabalho no hospital provincial em casos de transferência, porque elas consomem raízes o que dificulta os partos no hospital” – explicou DPS.

Num outro passo, a fonte pediu aos membros da APZ para que sensibilizem as mulheres a não entrarem por esta via, porque isto por vezes traz complicações no parto e até a morte.

No que concerne ao sarampo, Alberto Baptista explicou que na província da Zambézia foram registados cerca de 40 casos desta doença. Destes, cerca de 13 casos foram diagnosticados no distrito de Gurué e que resultaram em 5 óbitos.

Neste momento, de acordo com explicações do director da área, não há motivos de alarme, porque foram accionados todos mecanismos para que a doença não se espalhe pela província toda.

Na justiça

Reclusos cumprem penas mas não têm como regressar a casa

Já no campo da Justiça, os membros da Assembleia Provincial questionaram ao governo sobre de quem é a responsabilidade após os reclusos cumprirem as suas penas. Já que há muitos que cumprem com as suas penas, mas após a sua soltura, não tem meios de como regressar.

Aqui o director provincial da Justiça, Délio Marques, explicou que a lei que guia esta acção é do tempo colonial e dai que o que se exige ao director da cadeia é 15 dias antes do recluso cumprir a pena, ele deverá escrever ao Tribunal para que este possa disponibilizar os bens do recluso.

E logo que cumprir com a pena, esteja fora do portão. Conforme explicações do director, há que fazer esforço para que estes casos sejam sanados.

Dai que conforme fez saber, o sector tem estado a trabalhar para que o número da população prisional seja cada vez mais reduzido. Refira-se que nesta sessão os membros do governo da Zambézia estiveram sob liderança do governador Francisco Itai Meque.

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