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Gestão danosa leva a expulsão do delegado

Cerca de trezentos mil meticais desapareceram dos cofres do sector do Instituto Nacional de Gestão de Calamidades-INGC, na província de Manica.

Parte do valor destinava-se a construção de casas para pessoas vítimas de cheias, naquela parcela do país, as quais afectaram os distritos de Tambara e Sussundenga.

A Delegação Provincial do INGC naquela parcela do país também foi afectada por uma situação de desaparecimento de motores de barcos de salvação, o que até aqui ainda não tem a devida explicação.

Um processo relativo ao problema, está já a correr ao nível das instituições de administração da justiça e encontra-se em fase de instrução preparatória, soube a nossa Reportagem.

Para além do referido valor monetário, há indicações de terem desaparecidos dois motores de barcos que deviam ser alinhados em operações de salvação nas zonas propensas a inundações ou cheias.

O “Diário de Moçambique” apurou junto do director nacional adjunto do INGC, Casimiro Abreu, que uma equipa de inspecção esteve a trabalhar em Manica para apurar a veracidade dos factos. Casimiro Abreu disse estar à espera dos resultados da inspecção, avançando que sem isso, não podia efectuar comentários.

O director nacional adjunto do INGC encontrava-se em Chimoio, aquarta-feira, para dirigir o processo de transferência de pasta de David Elias António que acaba de ser afastado do cargo, a favor de João de Jesus Vaz, que passa a comandar a instituição. Com o efeito, João de Jesus Vaz é o novo delegado do INGC em Manica, desde ontem.

Vem do Centro Nacional Operativo (CENOE) de Vilankulo, província de Inhambane. João de Jesus substitui a David Elias António que dirigiu o sector durante três anos, saído do distrito de Machaze, onde foi administrador.

Casimiro Abreu afirmou que tratava-se de um processo normal, de movimentação de quadros no sector, sobretudo, para dar resposta necesária às zonas áridas como é o caso de Machaze.

“É uma movimentação de quadros. Fazemos quando achamos conveniente”, avançou a fonte, sustentando que “estávamos pouco desenvolvidos nas zonas áridas”.

Os jornalistas que se deslocaram para cobrir a cerimónia oficial de transferência de poderes no INGC, foram expulsos da sala. O delegado sessante disse que o acto não merecia a cobertura da comunicação social. Trata-se de Luís Fernandes (D.M.), Pedro Cumando e Stefan Magamba (STV).

David Elias referiu ter orientações de que os jornalistas eram dispensados, mas que apenas diviam aguardar pela conferência de Imprensa, concedida pelo director nacional adjunto do INGC.

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