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Gerais 2014: PIMO queixa-se de problemas na recolha de assinaturas de apoio ao seu candidato presidencial

Depois do Movimento Democrático de Moçambique, o Partido Independente de Moçambique também acusa a Frelimo de ter instruído os seus órgãos, com destaque para os grupos dinamizadores, a impedirem a recolha de assinaturas de apoio aos candidatos presidenciais das outras formações políticas um pouco por todo o país. “Este partido não tem cultura de democracia. É anti-democrático. Os seus membros julgam-se acima da lei e das instituições do Estado. Se obstruem o trabalho da oposição, com quem vão concorrer nas eleições? Sozinhos?”, questiona Ya-qub Sibind, presidente e candidato do PIMO.

Prova disso é o facto de muitos dos seus membros terem sido intimados a comparecer a diversas esquadras, onde foram obrigados a interromper o processo alegadamente porque o Secretariado Técnico da Administração Eleitoral ainda não deu ordens para o início da recolha de assinaturas, o que não é verdade.

Por exemplo, no distrito de Bilene, província de Gaza, dois membros foram chamados à esquadra e questionados sobre o trabalho que estavam a desenvolver. Depois disso, receberam ordens para interrompê-lo porque, primeiro, “ainda era prematuro e, segundo, porque o partido no poder, a Frelimo, ainda não tinha começado a recolher assinaturas”.

Segundo Ya-qub Sibind, presidente e candidato presidencial do PIMO, quando os membros do seu partido se dirigem aos bairros para recolher assinaturas, antes apresentam-se às estruturas e explicam o âmbito do seu trabalho, mas são impedidos de o fazer, para além de os cidadãos terem sido aconselhados a não entregar os seus cartões de eleitor.

“As estruturas dos bairros dizem que não podemos recolher assinaturas porque o Secretariado Técnico da Administração Eleitoral ainda não autorizou, mas existe uma deliberação do Conselho Constitucional que diz que os partidos já pode começar a recolher as assinaturas de apoio aos seus candidatos, tanto que as fichas de proponentes têm as rubricas dos juízes-conselheiros”, diz.

Por outro lado, Sibind acusa os órgãos de gestão eleitoral de conivência pois estão a par destes casos mas nada fazem. “O STAE, ao invés de chamar à razão a pessoas que fomentam esta prática, vem a público dizer há uma campanha de roubo de cartões de eleitor. Curiosamente, nunca apresentou alguém que tenha sido vítima desses roubos”.

Para Sibind, este comportamento “revela que estas pessoas fazem parte de um partido anti-democrático e que não se conforma com o multipartidarismo. Nas cidades isso não acontece porque a informação flui, mas nas zonas recônditas os partidos da oposição são hostilizados. Há regiões onde as pessoas nem sequer podem sonhar em filiar-se a um PIMO, por exemplo, sob pena de serem excluídos da comunidade. Isso não é democracia”, sentencia.

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