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Francês Hollande quer encarecer demissões desnecessárias

O presidente francês eleito, François Hollande, quer tornar financeiramente doloroso para as empresas lucrativas demitir trabalhadores e lutará uma “queda de braço” com grandes empregadores como a General Motors para forçá-los a adoptar uma abordagem mais “moral”, disse um conselheiro sénior, esta Quinta-feira.

Hollande, que toma posse a 15 de Maio, disse antes de sua vitória eleitoral, Domingo, que vai buscar impor sanções financeiras nas empresas lucrativas que anunciam demissões apenas com intuito de melhorar o preço das acções.

Com demissões em massa previstas nas empresas como a varejista Carrefour e as montadoras General Motors e PSA Peugeot-Citroen, o conselheiro de Hollande, Michel Sapin, disse que o presidente eleito procuraria colocar em prática a sua promessa rapidamente.

Sapin, que é apontado como um possível primeiro-ministro ou ministro das Finanças, disse à rádio France Inter que, sem chegar a impor uma proibição, o objectivo seria tornar “extremamente caro” para as empresas dispensar os trabalhadores para aumentar o preço da sua acção.

A GM disse, Quarta-feira, que iria considerar fechar uma fábrica em Estrasburgo, no leste da França, enquanto que o Carrefour deve anunciar 3.000 demissões esta semana e a PSA Peugeot Citroen deve fechar um grande local de produção no norte de Paris deste ano.

Os desligamentos temidos agravariam os problemas económicos que Hollande enfrentará. Ele comprometeu-se a moderar a austeridade na Europa, criar 150.000 empregos auxiliados pelo Estado e tentar reverter uma tendência de aumento do desemprego, actualmente perto de 10 por cento, durante o seu mandato de 5 anos.

O socialista assume o lugar de Nicolas Sarkozy num momento de ressurgimento dos temores de saída da Grécia da zona euro, crescimento vacilante e, esta Quinta-feira, dados a mostrarem que a produção industrial caiu mais acentuadamente do que o esperado em Março.

Até agora, o presidente eleito não atendeu aos pedidos para amenizar as restritivas leis de trabalho da França, uma das razões citadas pela agência de classificação de risco Standard & Poors na sua decisão de cortar o rating de crédito AAA da França em Janeiro.

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