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Forças sírias matam seis civis perto de Homs, dizem ativistas

Forças sírias mataram pelo menos seis camponeses e dois soldados rebeldes esta segunda-feira na zona rural ao norte de Homs, uma das regiões mais ativas do país nos protestos pró-democracia, segundo ativistas e moradores. Os protestos já duram seis meses e nas últimas semanas a elite governante da Síria, pertencente à minoritária seita alauíta, intensificou a repressão militar, o que motiva cada vez mais deserções nos baixos escalões militares compostos principalmente por sunitas.

 

 

A ONU estima que 2.700 manifestantes já tenham sido mortos desde março, incluindo pelo menos cem crianças. Ativistas de direitos humanos e diplomatas ocidentais também apontam um crescente número de assassinatos deliberados de líderes dos protestos, de mortes por tortura e de prisões em massa. Eles dizem que dezenas de milhares de pessoas já foram detidas, e que ultimamente o foco das perseguições se voltou contra acadêmicos e categorias profissionais que fazem críticas ao presidente Bashar al Assad. “Crimes contra a humanidade estão a ser cometidos na Síria, e os líderes do regime irão ter de responder por eles”, disse o chanceler francês, Alain Juppé, à entidade Conselho de Relações Exteriores, em Nova York.

O ataque a Al Houla, conjunto de aldeias ao norte de Homs, 165 quilômetros ao norte de Damasco, ocorreu depois de um grande protesto no domingo pela renúncia de Assad, segundo ativistas. Eles relataram também a deserção de cerca de uma dúzia de soldados que ocupavam postos de controle em zonas rurais. “Vários dos desertores partiram para a briga, mas foram dominados. Os demais eram civis que foram mortos por disparos aleatórios dos tanques ao passarem por Al Houla”, disse um morador que se identificou como Abu Yazan. Ele disse que 14 pessoas – inclusive estudantes – foram presas nas aldeias de Taldo, Kfar Laha, Takltheb Tibeh e Iqreb.

Ativistas locais disseram que os militares lançaram uma operação semelhante na segunda-feira na região de Jabal Shahshabo (noroeste), e que houve revistas casa a casa na localidade de Dumair, ao norte de Damasco.

As ações militares são realizadas por um núcleo ultraleal ao governo, geralmente formado por membros da seita alauíta. Kyung-wha Kang, comissária-adjunta de Direitos Humanos da ONU, disse nesta segunda-feira que forças sírias “amparadas por tanques, helicópteros e franco-atiradores” continuam a esmagar os protestos nas cidades de Homs, Latakia, Deraa e Damasco. Ela disse que uma operação militar de grande escala neste mês em Homs deixou pelo menos 23 civis mortos, e que as forças sírias teriam dificultado o atendimento médico aos feridos.

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