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Forças sírias matam mais de 220 pessoas numa aldeia

Mais de 220 pessoas, a maioria civis, foram mortas, esta Quinta-feira (12), por militares e milicianos numa aldeia da província rebelde de Hama, segundo activistas da oposição síria. Se for confirmado, esse será o pior massacre em 16 meses de conflito na Síria, onde o presidente Bashar al-Assad enfrenta uma rebelião cada vez mais agressiva, sem que a diplomacia internacional consiga acalmar a situação.

O Conselho da Liderança da Revolução em Hama disse à Reuters que a aldeia sunita de Taramseh foi atacada, esta Quinta-feira (12), por helicópteros e que os milicianos da seita alauíta, que domina o governo, em seguida invadiram o lugar, realizando execuções.

“Mais de 220 pessoas morreram hoje em Taramseh. Elas morreram pelo bombardeio de tanques e helicópteros, por disparos de artilharia e por execuções sumárias”, disse o grupo regional de oposição em nota, na noite desta Quinta-feira (12).

A TV estatal afirmou que três agentes das forças de segurança foram mortos durante combates em Taramseh e acusou os “grupos terroristas armados” de cometerem um massacre na aldeia.

O activista local Fadi Sameh disse que deixou a aldeia antes do suposto massacre, mas que continuou em contacto com os moradores.

“Parece que os milicianos alauítas de aldeias vizinhas apareceram em Taramseh depois de os seus defensores rebeldes terem-se retirado, e começaram a matar pessoas. Casas inteiras foram destruídas e queimadas por causa dos bombardeios.”

“Cada família na cidade parece ter tido membros mortos. Temos os nomes de homens, mulheres e crianças de incontáveis famílias”, afirmou ele, acrescentando que os corpos foram levados a uma mesquita.

Outro activista local, chamado Ahmed, disse à Reuters que “até agora temos 20 vítimas registadas com nomes e 60 corpos numa mesquita”.

“Há mais corpos nos campos, corpos nos rios e em casas … as pessoas estavam a tentar fugir desde a hora em que o bombardeio começou, e famílias inteiras foram mortas a tentarem escapar.”

Não foi possível verificar esses relatos de forma independente. As autoridades sírias restringem severamente as actividades dos jornalistas independentes.

No início de Junho, pelo menos 78 pessoas foram mortas por tiros, facadas ou fogo na aldeia sunita de Mazraat al-Qubeir, num massacre atribuído aos membros da seita alauíta.

A 25 de Maio, 108 pessoas, a maioria mulheres e crianças, haviam sido vítimas duma chacina na localidade de Houla.

Assad e a maior parte da elite política e militar do país pertencem à seita alauíta, uma variação do islamismo xiita.

Já os sunitas, que são maioria no país, estão na linha de frente da rebelião que tenta derrubar o regime.

Embora os insurgentes sejam incapazes de contrapor-se ao poderio militar do governo, eles conseguiram estabelecer-se nas cidades e aldeias de toda a Síria, muitas vezes levando as forças oficiais a responder com ataques de helicópteros e artilharia.

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