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FNC investe numa fábrica de ananás em Muxúnguè

A companhia sul-africana “First National Choice-Moçambique”, Lda (FNC) pretende investir cerca de seis milhões de dólares americanos na construção de uma fábrica de processamento de ananás em Muxúnguè, distrito de Chibabava, província central de Sofala.

Segundo o jornal “Diário de Moçambique”, editado na Beira, a segunda cidade politicamente mais importante do país, estes planos foram revelados pela gerente -geral da empresa, Ase Ferrão, que participou no primeiro festival desta cultura de rendimento realizado Sábado passado na localidade de Panja, em Muxúnguè.

Numa primeira fase, esta fábrica terá uma capacidade de processar 40 toneladas de ananás por dia, quantidade que poderá resultar em cerca de 17 mil litros de sumo.

Este produto final será exportado para a Alemanha, país a partir do qual vai também para outros mercados da Europa. Dentre vários benefícios, espera-se que a realização deste projecto resulte na criação de mais postos de emprego para os moçambicanos.

Nesta fase, está em curso a elaboração do plano deste empreendimento. Enquanto isso, a partir do próximo mês, a FNC projecta comprar ananás local para ser processado numa pequena fábrica existente em Morrumbene, na vizinha província de Inhambane, Sul do país.

Actualmente, a fábrica existente em Morrumbene processa frutas em polpa gelada, que é exportada para Dinamarca, bem como produz compotas de fruta para o mercado nacional.

O distrito de Chibabava conta com 3.500 camponeses que se dedicam ao cultivo de ananás numa área total de 4.150 hectares.

Contudo, amiúde, mais de metade da produção global de ananás de Muxúnguè perde-se devido a falta de condições de processamento e mercado para a sua comercialização.

Em Julho passado, o director dos Serviços Económicos no distrito de Chibabava, Paz Martinho, disse que Muxúnguè produziu um total de 45 mil toneladas de ananás produzidos na campanha agrícola 2008/2009, mas nem toda foi comercializada.

“Só conseguimos vender perto de 45 por cento de ananás no ano passado devido a falta de compradores … a outra parte ficou deteriorada ”, disse Martinho.

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