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“Ficamos com a impressão de que esta doença já acabou” citadino de Tete

Tete-hospital-provincial

Na capital da província onde a 3ª vaga da pandemia respiratória iniciou em Junho passado o novo coronavírus voltou a propagar-se em força, a taxa de positividade ronda os 50 por cento, os covidários voltaram a ter doentes e as primeiras vítimas da 4ª vaga foram registadas no último dia de 2021. “Muitos de nós ficamos com a impressão de que esta doença já acabou” disse ao @Verdade um citadino de Tete.

Esquecidos da 3ª vaga que infectou pelo menos 2,5 mil indivíduos, originou o internamento de quase centena e meia de pacientes e causou a morte de três dezenas de cidadãos os habitantes da Cidade de Tete tem vivido como se a pandemia da covid-19 já não existisse.

“O Município já não disponibiliza baldes para as pessoas lavarem as mãos e muitos de nós ficamos com a impressão de que esta doença já acabou” revelou o sentimento generalizado Jordão Sienimbuto, comerciante de peixe no Mercado informal Quachena Nhartanda.

A dona de casa Amélia Nhamadzi também responsabiliza as autoridades governativas pelo não cumprimento das medidas de prevenção da covid-19, “eles já estão fracos, não actuam como dantes, nem o município nem a polícia andam nos mercados para controlar as pessoas se usam máscaras ou não. O povo é como criança, que só teme quando alguém adulto está por perto. Então para quê existe governo, não é para controlar essas coisas” questiona.

Para Júlio Araujo, órfão estudante da 10ª classe EP SOS, as folgas na escola para prevenir o novo coronavírus criaram mais tempo para a actividade de vendedor informal, “estou a vender este micate(broa) para ajudar titio, marido de mamã, nas despesas lá em casa” .

Não só nos mercados os citadinos de Tete não usam a máscara facial, não fazem a higiene das mãos e não cumprem o distanciamento físico nas instituições públicas também se ignora o covid-19 e os transporte semi-colectivo de passageiros a voltaram as lotações máximas dos seus veículos.

No Centro de Tratamento de Epidemias o Dr. Xarifo Hossene Gentivo confirmou que “a Província de Tete foi a primeira a registar casos da variante Delta que impulsionou a 3ª vaga da pandemia” e recorda-se do estigma que enfrentou “muitos pensavam que estando diante de um médico que trata covid-19 estariam entre a vida e a morte”.

Fernando Zimba, médico de clínica geral do covidário da Cidade de Tete, disse ao @Verdade que além da capital provincial os principais focos da 3ª vaga da pandemia respiratória foram os distritos de Moatize, Cahora-Bassa e Changara.

“O grande desafio foi o número de internados que dependia da disponibilização de oxigênio, não são medicamentos, nós não temos um tanque no centro de isolamento” declarou o Dr. Zimba.

Desde os últimos dias de 2021 os casos activos do novo coronavírus na Cidade de Tete começaram a aumentar tendo sido registados 421 novos infectados e três vítimas mortais.

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