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Feitos de José Craveirinha reconhecidos pela academia

apo-Lourenço-Rosario

A Universidade Politécnica celebrou, sexta-feira, 27 de Maio, a título póstumo, o centenário do nascimento do poeta, cronista, jornalista, desportista, nacionalista, herói nacional e primeiro africano a ganhar o Prémio Camões, em 1991, José Craveirinha. Se estivesse vivo, completaria, no último sábado, dia 28 de Maio, 100 anos de idade.

A homenagem consistiu na realização de uma mesa-redonda que abordou as diversas facetas de José Craveirinha, bem como na atribuição de um certificado de reconhecimento, que foi recebido pela família, representada pelo filho mais novo, Zeca Craveirinha.

Conforme explicou o Reitor da Universidade Politécnica, Narciso Matos, esta iniciativa, inserida nas celebrações do centenário do seu nascimento, visa reconhecer os feitos de José Craveirinha como escritor, nacionalista, jornalista, humanista e ficcionado pelo desporto.

“Por alguma razão, José Craveirinha é herói nacional, é celebrado em todo o mundo onde se fala a língua portuguesa, há prémios, inclusive, com o seu nome e que são atribuídos a pessoas que trabalham no âmbito da literatura. Por estes e mais motivos, a Universidade Politécnica não podia estar alheia a esta celebração do centenário deste poeta, jornalista, desportista, patriota, nacionalista e herói, e analisar as suas facetas”, disse Narciso Matos.

Na ocasião, o filho, Zeca Craveirinha, enalteceu o gesto da Universidade Politécnica, ao qual a família não podia estar indiferente. Entretanto, lamentou o facto de o legado do seu pai não estar a ser transmitido aos jovens, principalmente os do ensino secundário.

“As escolas secundárias não estão a acompanhar o que está a ser feito a nível do ensino superior. Como família, sentimos isso em relação aos estabelecimentos de ensino públicos, que é onde deveríamos investir porque é lá onde está a juventude e é onde deveríamos passar o testemunho”, sublinhou Zeca Craveirinha.

Por seu turno, o Chanceler da Universidade Politécnica, Lourenço do Rosário, afirmou que José Craveirinha morreu amargurado, e justificou: “ele foi utilizado como porta-estandarte do nacionalismo num determinado momento da história de Moçambique. Era muito bem tratado pelo antigo Presidente da República, Samora Machel, e sentia-se confortado nos primeiros anos da nossa independência, mas, depois da morte de Samora Machel, passou a ser uma figura não existente nos holofotes da alta sociedade da elite. Isso pode ter influenciado o também antigo Presidente da República, Joaquim Chissano, a atribuir-lhe, a título póstumo, o título de herói nacional uma vez que o Estado não tinha tomado a devida atenção em relação à figura de José Craveirinha, o grande homem, que não cabe só em Moçambique e que não teve, por parte do nosso Estado, a dimensão que ele merece”, considerou.

Por isso, acrescentou Lourenço do Rosário, cabe à academia promover iniciativas deste género e “mostrar que os homens são maiores do que aquilo que os outros homens pensam que eles são”.

Importa realçar que a mesa redonda, moderada por Rosânia da Silva e subordinada ao tema “As Diferentes Facetas de José Craveirinha”, teve como painelistas o Professor Catedrático Armando Jorge Lopes (aspectos psicológicos do léxico na obra de José Craveirinha) e os oradores Irene Mendes (José Craveirinha, o cronista irónico e sarcástico em “Pequena que saiba coser bem à máquina”), Aurélio Ginja (José Craveirinha, o poeta mor: A poesia como missão) e Aurélio Rocha e Mussá Tembe (José Craveirinha e o desporto).

Houve, igualmente, declamação de um poema de José Craveirinha pela conceituada artista e declamadora Cândida Mata, um momento musical abrilhantado pela voz potente da aluna de Ciências Jurídicas, Joeda Matola e pela Tuna Académica d’A Politécnica.

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