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FC Porto conquista tetracampeonato

Jesualdo Ferreira é o primeiro treinador português a conseguir um tri. Título conquistado num jogo espectacular num Estádio do Dragão com 50.309 adeptos nas bancada, o que é um recorde para o estádio.

O jogo do título, de facto, merecia um espectáculo assim. Um confronto entre duas equipas empenhadas em ganhar, com um Nacional a provar que não é por acaso que sonha com o terceiro lugar, ainda nas mãos do Benfica, e a jogar sempre a um ritmo elevadíssimo.

Ao intervalo, de resto, nenhum adepto do FC Porto conseguia festejar fosse o que fosse. Como se a confiança de que o título seria decidido neste desafio já não fosse a mesma, na memória estava ainda a vitória desta mesma equipa na temporada passada em pleno Estádio do Dragão. O FC Porto encontrou pela frente um meio-campo e defesa sólidas. E sentiu algumas dificuldades para criar situações de perigo. Muito por culpa da atitude do Nacional.

Os médios da equipa da casa viram-se obrigados a muitos cuidados e demoravam muito tempo a chegar lá à frente, particularmente Tomás Costa, algo infeliz nesta partida. Além disso, Rodríguez também não está num bom momento e foi várias vezes batido por Patacas, o que deixou o tridente ofensivo portista coxo.

Mesmo assim, o FC Porto teve a primeira grande oportunidade, logo aos 4’, por Lisandro. Mas o argentino falhou de forma incrível, depois de um bom trabalho de Mariano. Os madeirenses responderam, dois minutos depois, com um excelente remate de Nenê. Poucas outras verdadeiras oportunidades de golo se viram em toda a primeira parte.

Jesualdo Ferreira resolveu mexer na equipa ao intervalo. Deixou de fora Tomás Costa. Recuou Mariano para o meio campo. Colocou Farías no eixo do ataque. E entregou as faixas a Lisandro e Rodríguez. Mas quase nem deu para ver a bondade destas alterações. Dois minutos depois, o FC Porto chegou ao golo num lance de bola parada.

Aos 47’: canto da direita, Lisandro surgiu ao segundo poste a amortecer para Bruno Alves que fez o golo de cabeça. Ao contrário daquilo que se poderia esperar, o golo ficou longe, muito longe de decidir o jogo. O Nacional continuou a jogar como se nada se tivesse passado e manteve sempre pressão sobre o FC Porto.

Manuel Machado, de resto, respondeu de imediato ao golo e alterou a estrutura da equipa. Passou a jogar num 4x3x3, com a entrada de Fabiano para o ataque. E aproveitou para tirar partido da velocidade de Mateus pela esquerda que sentia enormes facilidades em passar por Fucile (foi substituído aos 74’ por Sapunaru).

Daí que a vitória nunca estivesse verdadeiramente assegurada, com o FC Porto a mostrar demasiada intranquilidade. Só o apito final de Artur Soares Dias permitiu a verdadeira explosão nas bancadas.

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