Um juiz federal norte-americano aprovou na quinta-feira um acordo de 1,25 bilhão de dólares num processo judicial de discriminação que já dura uma década aberto por fazendeiros negros. A decisão permitirá que eles procurem compensação no Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA, na sigla em inglês) por terem sido excluídos dos programas da assistência agrícola do governo.
O juiz do tribunal distrital Paul Friedman escreveu que o Congresso, ao dispensar o prazo de prescrição, contribuiu para reparar “a histórica discriminação contra fazendeiros afro-americanos”. Ele disse que o acordo era “justo, razoável e adequado”.
Os fazendeiros negros chegaram a esse acordo com o governo em fevereiro de 2010 para compensá-los por terem sido excluídos durante anos de empréstimos e programas de assistência governamentais voltados para a agricultura, supostamente por discriminação.
A ação judicial coletiva original, o caso Pigford, segundo o fazendeiro da Carolina do Norte Timothy Pigford, foi resolvida em 1999 por 1 bilhão de dólares, dois anos depois que um grupo de fazendeiros afro-americanos processou o então secretário da Agricultura Dan Glickman.