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Farc atacam oleodutos e lançam bomba contra comboio na Colômbia

Os guerrilheiros das Farc dinamitaram dois oleodutos no sul da Colômbia e lançaram uma bomba contra um comboio que transportava carvão, disseram as autoridades, esta Terça-feira (22), nos primeiros ataques do grupo contra a infraestrutura do país desde o fim de um cessar-fogo unilateral declarado pelos rebeldes no início do actual processo de paz.

A trégua tinha validade de dois meses e expirou no Domingo. No mesmo dia, os rebeldes detonaram uma bomba no Oleoduto Transandino, no município de Orito, no Departamento de Putumayo, fronteiriço com o Equador.

O ataque provocou despejo de óleo e um incêndio, segundo uma fonte da empresa Ecopetrol. O oleoduto de 306 quilómetros, com capacidade para 48 mil barris diários, liga os campos de produção de Orito ao porto de Tumaco, no Pacífico, de onde o produto é exportado.

Horas depois, as Farc destruíram com explosivos quatro trechos de um pequeno oleoduto que liga vários poços do Departamento de Putumayo a um centro de armazenagem, também segundo a fonte da Ecopetrol.

O Exército e a polícia atribuíram os ataques às Farc, que mantêm importante presença nessa região da selva da Colômbia. Já na noite da Segunda-feira, uma bomba foi detonada à passagem de um comboio com carvão no Departamento de La Guajira, no nordeste colombiano.

As fontes militares atribuíram esse novo atentado às Farc, guerrilha que é qualificada como um grupo terrorista pelos Estados Unidos e a União Europeia. A empresa Cerrejón, dona do comboio, disse que o ataque não causou vítimas e que a operação da ferrovia continua normal.

Principal empresa carbonífera da Colômbia, a Cerrejón pertence em partes iguais às mineradoras BHP Billiton, Anglo American e Xstrata e produziu 34,6 milhões de toneladas no último ano.

Cerrejón é também o nome de uma mina a céu aberto em La Guajira. Ali há também um porto marítimo de grande capacidade e uma ferrovia de 150 quilómetros.

Nos meses que antecederam ao início do processo de paz com o governo, em Novembro, as Farc haviam intensificado os seus ataques a oleodutos e a outros itens da infraestrutura económica colombiana.

Nos dez primeiros meses do ano passado, houve 142 ataques a oleodutos, um aumento de 173 por cento em relação ao mesmo período de 2011, segundo o Ministério da Defesa.

O governo colombiano, que nos últimos dez anos enfraqueceu as Farc com uma campanha militar apoiada pelos Estados Unidos, recusou-se a declarar um cessar-fogo no início das negociações que acontecem em Cuba e que envolvem cinco grandes temas: política agrária, garantias para o exercício da oposição política, fim do conflito, solução para o narcotráfico e compensação às vítimas.

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