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Extrema-direita perde eleição presidencial na Áustria por pequena margem

A Áustria escapou por pouco de se tornar o primeiro país da União Europeia a eleger um candidato de extrema-direita como chefe de Estado, já que votos enviados pelo correio decidiram uma segunda volta presidencial apertada a favor do seu adversário ambientalista.

Após uma eleição que estava disputada demais para que se pudesse anunciar o vencedor no domingo, a contagem de votos de eleitores fora do domicílio eleitoral feita nesta segunda-feira colocou Alexander van der Bellen, de 72 anos, adiante do seu rival Norbert Hofer, do anti-imigração Partido da Liberdade (FPO), e no cargo eminentemente cerimonial de presidente.

O Partido da Liberdade e seus aliados europeus ressurgentes expressaram decepção com a derrota, mas comemoraram o aumento do apoio à legenda entre os eleitores austríacos, enquanto partidos tradicionais do governo respiraram aliviados.

“Cinquenta por cento de confiança em Norbert Hofer é um resultado gigantesco”, disse seu gerente de campanha, Herbert Kickl, à rede de televisão pública ORF, amenizando comentários feitos antes da votação que deram a entender que o FPO poderia questionar a contagem.

Um factor por trás do forte apoio ao FPO foi o descontentamento com o separação na coligação governista, formada por dois partidos centristas.

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