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EUA começam retirada militar da base equatoriana de Manta

Os Estados Unidos começaram esta sexta-feira sua retirada da base equatoriana de Manta efetuando um último voo da operação contra o narcotráfico antes de sua saída definitiva em setembro, estabelecida pelo presidente Rafael Correa.

As operações contra as drogas serão transferidas para a Colômbia, onde três bases do Exército acolherão os militares americanos. Esta sexta-feira decolaram pela última vez de Manta as aeronaves equipadas com alta tecnologia que, durante uma década, perseguiram voos da máfia pelo Pacífico. A partir de agora “as operações não serão mais realizadas, recomeçando a retirada de instrumentos. O pessoal se dedicará, agora, a empacotar os pertences”, disse à AFP Marta Youth, porta-voz da embaixada de Washington.

Os Estados Unidos deixarão, assim, um local considerado estratégico para combater o narcotráfico depois que o presidente Correa decidiu, em julho de 2008, não renovar o convênio que autorizava as operações militares americanas em seu território. O acordo sobre Manta havia sido assinado em 1999, permitindo a presença de até 450 efetivos americanos na base. Esse posto de operações formava, junto com os de El Salvador e Curazao uma espécie de armadilha quase invisível idealizada por Washington para caçar voos do narcotráfico.

A Casa Branca assinou com Bogotá um acordo voltado para autorizar a presença na Colômbia de 800 militares e 600 funcionários terceirizados americanos. Washington destinou 5,5 bilhões de dólares para o Plano Colômbia, uma iniciativa que inclui, também, o combate a guerrilhas esquerdistas. O posto avançado de Manta ocupa 5% dos 755 hectares que compõem a base, e vinha sendo alvo de críticas da esquerda da Colômbia e do Equador por seu uso presumível em espionagem e combate aos rebeldes colombianos.

Ali, os Estados Unidos puderam estacionar até oito aviões para o rastreamento de aeronaves e submarinos do narcotráfico, numa área de 6.400 km sobre o Pacífico, indo do Peru à América Central. Até outubro passado haviam sido apreendidas 1.617 toneladas de drogas em operações coordenadas entre os postos de Equador, Curazao e El Salvador, segundo cifras da embaixada dos Estados Unidos.

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