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“Eu, Afonso Dhlakama, passarei a ser o presidente da república do centro e norte de Moçambique”

Afonso Dhlakama, líder do partido Renamo, principal partido da oposição, anunciou este sábado a criação de uma república do centro e norte de Moçambique, da qual seria o presidente. Acrescentou que não quer dividir o país mas dar-lhe uma autonomia política e económica.

“A Renamo vai formar os governos provinciais nas seis províncias e eu, Afonso Dhlakama, passarei a ser o presidente da república do centro e norte de Moçambique”, declarou num comício, na Beira, citado pela Agência Lusa.

Dhlakama disse que nomeará governadores e administradores nas províncias de Sofala, Tete, Zambézia e Manica – no centro – e em Niassa e Nampula – no norte. São províncias em que, segundo os resultados oficiais que considera fraudulentos, a Renamo ou venceu ou teve um número de votos muito próximo do registado pelo partido Frelimo.

“Não me venha a Frelimo dizer que é inconstitucional, porque em nenhuma parte do mundo a Constituição não é emendável. Há democracias no mundo com províncias autónomas”, afirmou Dhlakama.

Num outro desenvolvimento, Dhlakama manifestou-se disponível para negociar com o Governo, indicando, porém, que ele é “superior política e militarmente”, daí que não se irá “ajoelhar perante a Frelimo” nem recuar e, se for necessário, “governará à força” na república que pretende criar.

Afonso Dhlakama e o seu partido não reconhecem os resultados das eleições de 15 de Outubro passado por considera-lo fraudulento.

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