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Estudantes protestam contra irregularidades na atribuição de bolsas de estudo na África do Sul

O Congresso dos Estudantes da África do Sul (Sasco), entidade que representa os estudantes, convocou protestos para reivindicar a insatisfação contra o órgão que disponibiliza as bolsas de estudo, o Programa Nacional de Ajuda Financeira (NSFAS, sigla em inglês) e pelo sistema de matrículas.

As manifestações dos estudantes iniciaram na Universidade de Joanesburgo e na de Tecnologia de Kwa-Zulu Natal. Na última houveram nesta terça-feira confrontações com a polícia e há registo de ferridos junto dos estudantes.

“Não ao pagamento de propinas e a matrículas em todas as universidades, se não forem oferecidas as mesmas oportunidades a todos estudantes,” destacou aos jornalistas o Presidente da Sasco, Ntuthuko Makhombothi, em Joanesburgo.

A organização reivindica a indisponibilidade de fundos por parte do Programa Nacional de Ajuda Financeira. Makhombothi, defendeu que a falta de fundos por parte do programa que se responabiliza pelas bolsas de estudo, contribuia para o não acesso da classe desfavorecida ao ensino superior.

Segundo a organização, o programa de bolsas beneficiava a poucos e marginalizava a maioria, com destaque para os desfavorecidos, mesmo que estes estejam nos padrões requeridos para o acesso a bolsa de estudo.

Makhombothi, destacou ainda que a situação tornou-se caótica quando as universidades optaram por aumentar drasticamente o preço das propinas e das matrículas. Este cenário, segundo a Sasco, resultou no desiquilíbrio da classe operária e na condenação dos estudantes pobres ao desemprego e pobreza.

“Tudo o que conquistamos neste país é fruto das nossas acções unidas. Não é o momento de gastarmos o nosso tempo nas salas de reuniões em encontros permanentes, que no fundo não resolvem aos problemas dos estudantes,” defendeu Makhombothi.

Ele encorajou às instituições que já se encontram de greve, tais como a Universidades de Tecnologia de Durban, do Vaal, da Penísola do Cabo e a de Mangosuthi, a continuarem com as demonstrações.

Outras instituições estão a braços de diversos problemas que culminaram com a convocação de greves para esta semana. das instituições do ensino superior que irão observar as suas greves nesta semana, destacam-se as Universidades de Joanesburgo, do Limpopo, de Zululândia, Universidade do Kwa-Zulu Natal, de Walter Sisulu, de Tecnologia de Tshwane e da Fort Hare.

A Sasco, defendeu ainda que a situação actual das bolsas e dos preços aplicados nas diversas universidades sul-africanas são alarmantes, visto que as mesmas instituições do ensino superior eram antes destinadas ao negros, por onde os filhos dos trabalhadores comuns e dos pobres estudavam. “Isto é um ataque aos pobres e a unica solução é retaliarmos com um protesto de massas, a luz do princípio da unidade.

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