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Estudantes da Escola de Comunicação e Artes treinam com Lisístrata

Na passada sexta-feira, à entrada do Centro Cultural Universitário da UEM, avisava-se: o que vai assistir agora não é uma peça de teatro mas sim um exercício de representação de final de semestre dos alunos do 3º ano de Teatro da Escola de Comunicação e Artes da UEM.

Depois acrescentava-se: a obra contém linguagem e cenas que podem ser consideradas chocantes, pelo que se desaconselha fortemente a presença de menores de idade. Após estes dois avisos deu-se início à peça Lisístrata de Aristófanes, interpretada pelos tais estudantes de teatro. Para Vítor Gonçalves, o director do curso, o exercício a que se assistiu “constitui um momento essencial na formação dos alunos” uma vez que “ele representa o princípio da busca de autonomia artística de um conjunto de alunos que, há dois anos e meio, iniciaram a sua formação. “[…]

Esta é a primeira vez que os alunos levam ao encontro do público um trabalho criado e planificado com um apreciável grau de independência criativa, que representa a busca de uma personalidade artística, quer enquanto grupo, quer enquanto indivíduos. Depois, prosseguiu: “O trabalho teve duas raízes distintas: para os alunos do ramo da encenação trata-se de uma primeira experiência de direcção, para os do ramo de representação trata-se da identificação, construção e exibição pública de uma personagem.” O texto escolhido, Lisístrata de Aristófanes, é um clássico com cerca de 2500 anos.

O mesmo sofreu adaptações e transposições, sobretudo ao nível da onomástica e geografia por se considerar que não haveria ganhos de comunicabilidade em transmitir ao espectador moçambicano do século XXI referências e situações que a história tornou obsoletos. No final, os alunos ouviram algumas críticas solicitadas por Vítor Gonçalves ao público presente. Os intelectuais Calane da Silva, Machado da Graça e António Cabrita foram os mais interventivos. As principais críticas foram para a inconstância na colocação da voz, para uma certa dispersão em palco e para o facto de os actores se libertarem do personagem antes de saírem de cena.

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