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Estradas em “más condições” de conservação

A Cidade de Maputo conta com uma rede de 1.001 quilómetros de estradas na sua maioria em “más condições” de conservação, segundo refere o Município da capital moçambicana. Desta rede, 359 quilómetros correspondem a estradas asfaltadas e 624 a estradas de terra-batida.

Estes dados estão inclusos numa comunicação intitulada “Manutenção das ruas da cidade de Maputo” apresentada durante o seminário anual de estradas realizado há dias, em Maputo. “Estimativas indicam que mais de 50 por cento da rede pavimentada e 75 por cento da rede terra-batida esteja em más condições”, refere o estudo (comunicação), referindo-se ao estado de conservação de estradas em Maputo.

Dentre vários factores, este problema resulta da degradação das faixas de rodagem, má circulação de viaturas, circulação de veículos com dimensões e pesos inadequados à capacidade das estradas e de veículos de tracção humana. Por outro lado, o estudo ilustra uma gritante distribuição de rede entre as zonas urbanas e rurais da cidade. Os distritos municipais Um e Dois, por exemplo (o distrito Um é o mais luxuoso do país) contam com cerca de 70 por cento da rede pavimentada.

Os distritos Três, Quatro e Cinco possuem 82 por cento da rede terrabatida. “Nos distritos municipais da Catembe e Inhaca (os mais pobres da cidade), as estradas são em terra e não são classificadas, a excepção da estrada que estabelece ligação entre Catembe e Ponta d’Ouro que é classificada”, lê-se no estudo na posse da AIM.

A edilidade de Maputo defende a necessidade da classificação da rede viária para que estejam claros os objectivos e importância de cada via bem como os padrões de acabamentos e sinalização a serem observados. Essa sugestão resulta do facto de, em Moçambique, as estradas sob jurisdição dos municípios não possuírem nenhuma classificação e nunca fazerem parte da rede nacional.

O Município pede também que as ligações e interdependências da rede urbana com a rede nacional sejam definidas para se conjugarem as intervenções da edilidade com as do Governo central no âmbito das actividades de reabilitação, manutenção e na regulação dos tráfegos mutuamente induzidos por uma rede na outra.

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