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Espanha volta às urnas em Junho após impasse para formar coligação de Governo

Os eleitores espanhóis vão às urnas de novo em Junho numa repetição do inconclusivo pleito de Dezembro passado, depois que uma última rodada de negociações entre o rei e os partidos políticos não conseguiu chegar a um acordo nesta terça-feira sobre a formação de uma coligação de governo.

Reconhecendo a impossibilidade de os partidos superarem o impasse produzido há mais de quatro meses pelo resultado eleitoral mais fragmentado em décadas, o rei Felipe disse que não iria propor nenhum novo candidato para primeiro-ministro, abrindo o caminho para um novo pleito no dia 26 de Junho.

A eleição de Dezembro encerrou o domínio do PP e dos socialistas que vinha desde logo depois da morte do ditador Francisco Franco em 1975, com o Podemos e o também novo Ciudadanos canalizando a irritação geral por causa do recém-terminado declínio económico e da corrupção nas altas esferas.

O governista Partido Popular (PP) do primeiro-ministro Mariano Rajoy ganhou então 123 cadeiras na câmara baixa de 350 integrantes, enquanto os socialistas levaram 90, o anti austeridade Podemos ficou com 69 e o liberal Ciudadanos teve 40.

As eleições, no entanto, também mostraram que a Espanha não está preparada para uma nova era de política de coligação, uma vez que nenhum líder chegou nem mesmo perto de assegurar maioria parlamentar durante as várias semanas de negociações, que, segundo analistas, mais pareceram uma nova campanha eleitoral do que uma tentativa de formar alianças.

Nessa linha, líderes partidários nesta terça-feira acusaram uns aos outros pelo impasse que pode começar a afetar a quinta maior economia da União Europeia, ainda mais se a Espanha permanecer sem governo por muitos outros meses.

“No dia posterior às eleições, eu fiz uma oferta. A melhor opção era um acordo entre o PP e os socialistas. Era óbvio que para formar um governo nós tínhamos que pactuar”, afirmou o primeiro-ministro Rajoy a jornalistas depois de se encontrar com o rei. “Mas os socialistas não quiseram nem mesmo conversar.”

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