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EN-6 corre risco de ficar intransitável

O transito automóvel pela Estrada Nacional Número Seis (EN-6), sobretudo na província de Sofala, Centro do País, corre o risco de ser fechado caso a intensidade das chuvas que caem desde a duas semanas persista e ou aumente nos próximos dias.

Até á tarde de quarta-feira uma parte da rodovia, concretamente entre Mutua/ Púnguè / e Tica numa extensão global de cerca de três quilometros de estrada encontrava-se submersa, condicionando a circulação de viaturas sobretudo ligeiras.

As águas que estão a galgar a EN-6 no referido troço resultam principalmente da saturação do leito da bacia hidrográfica do Púnguè, que está a sofrer forte influência das chuvas que caem sobretudo no Zimbabué. O Rio Púnguè nasce no Zimbabué e desagua nas águas oceânicas da Beira, depois de percorrer em Moçambique as províncias de Manica e Sofala.

Todas as regiões por onde o rio atravessa estão sob forte influência das chuvas. A Estrada Nacional Numero Seis, entretanto, é o pilar do Corredor da Beira, bastante importante para as economias das províncias do Centro de Moçambique e sobretudo para os países do interior do continente na região, nomeadamente Zimbabué, Malawi , Zâmbia, Botswana e República Democrática do Congo.

Diariamente circulam pela EN-6 centenas se não milhares de viaturas, principalmente camiões de alta tonelagem que transportam carga de e para o Porto da Beira. Se a estrada fechar os prejuízos à economia serão incalculáveis. Ate o combustível que se usa no Malawi e Zâmbia é transportado pela EN-6; além do impacto social que vai gerar uma vez que as pessoas estarão privadas de circular.

Essa não é a primeira vez que a EN-6 passa por situação idêntica, mas uma solução definitiva para o problema para já não se afigura, devido ao custo elevado das obras que seriam necessárias.

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